Os mercados acionários operam com sinais positivos moderados. Na agenda esvaziada, destaque apenas às encomendas de bens duráveis dos EUA e ao índice de confiança do consumidor Conference Board.
Assim, a alta módica dos índices futuros de Nova York e o recuo discreto dos juros dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) seguem voláteis. Isso porque os investidores querem mesmo ver novas informações sobre a inflação americana para balizarem suas apostas para os juros, após recentes comentários divergentes de autoridades monetárias do país.
Na sexta, sairá o PCE, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), e o presidente Jerome Powell vai falar neste dia. Na Europa, a maioria das bolsas sobem após o dado de confiança da Alemanha apresentar leve melhora em abril, ficando acima do previsto. No geral, as moedas e o petróleo operam próximos da estabilidade.
No Brasil
Os ativos internos podem seguir o tom moderado do exterior, embora hoje haja várias divulgações com força para influenciar os negócios. A ata do Copom é uma delas.
O mercado olhará com lupa o documento para tentar desvendar a razão pela qual o Banco Central (BC) mudou o forward guidance (projeção utilizada para influenciar as expectativas do mercado) da política monetária, sugerindo somente mais um corte de meio ponto porcentual da Selic, que está em 10,75%, no encontro de maio. Outro foco é o IPCA-15 de março.
A mediana das projeções é de desaceleração do índice a 0,32%, após 0,78% em fevereiro, e a 4,10% no acumulado em 12 meses (de 4,49%).
O fiscal ainda continua requerendo atenção. Sairá também o resultado do governo central, cujo déficit primário estimado é de R$ 58,500 bilhões em fevereiro, após superávit de R$ 79,337 bilhões em janeiro. E o Ibovespa ainda tende a refletir a queda de 3,72% do minério de ferro em Dalian, na China, o noticiário sobre a Vale (VALE3), além de uma série de balanços.
Agenda
O Copom divulga, às 8 horas, a ata da reunião da semana passada. Às 9 horas, sai o IPCA-15 de março, enquanto às 14h30 será divulgado o resultado primário do governo central de fevereiro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, se reúnem (8h) com governadores do Sul e Sudeste para apresentar a proposta do governo para a indexação da dívida dos Estados.
À tarde (14h), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), encontrará com governadores para tratar do tema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinará atos relacionados ao programa Mover, voltado para o setor automotivo. Depois, encontrará o presidente da França, Emmanuel Macron, em Belém (PA).
As encomendas de bens duráveis saem às 9h30 e a leitura do Conference Board para o índice de confiança do consumidor, às 11 horas.