“Vemos espaço limitado para uma surpresa positiva em termos de expansão do faturamento recorrente anual (ARR) de Gestão, já que as bases comparativas são muito fortes: o crescimento de ARR no quarto trimestre foi impulsionado por uma renegociação de contratos de nuvem, que não deve se repetir no primeiro trimestre [de 2024], enquanto o primeiro trimestre de 2023 se beneficiou por um efeito muito forte de clientes sob licença corporativa”, afirmam os analistas Marcelo Santos, Froylan Mendez, e Jessica Mehler, em relatório enviado a clientes.
No braço de Techfin, os analistas consideram que os resultados também devem ser fracos no primeiro semestre deste ano, com Ebitda negativo, devido à fragilidade em termos sazonais e ao aumento de custos da joint venture (JV) e sem receitas incrementais para amortizá-los.
“Vemos catalisadores limitados nos próximos trimestres, com potencial limitado em relação ao ritmo de crescimento do software, enquanto a joint venture TechFin ainda deve estar em fase de ramp-up e mostrar os primeiros resultados dos novos produtos apenas no segundo semestre”, ponderam.
O JPMorgan diz que continua gostando da Totvs no longo prazo por ter um mix defensivo no sistema de negócio ERP, com potencial positivo envolvendo a JV TechFin, mas ainda assim “recomenda que os investidores esperem por um melhor ponto de entrada”.
O novo preço-alvo para a ação ordinária da Totvs, de R$ 36, representa um potencial de valorização de 19% sobre o fechamento de segunda-feira (25).