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Mercado

“Bolsa acelera quando o juro real cair abaixo de 6%”, diz Itaú (ITUB4)

Nicholas McCarthy, diretor de Investimentos do banco, fala sobre o que espera da renda variável e dá conselhos a investidores

Bruno Andrade é repórter do E-Investidor
Por Bruno Andrade

01/04/2024 | 3:00 Atualização: 01/04/2024 | 17:36

Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú Unibanco (Foto: Helton Nobrega/Itaú Unibanco)
Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú Unibanco (Foto: Helton Nobrega/Itaú Unibanco)

As empresas dos setores varejista, bancário e imobiliário podem aproveitar a queda dos juros e engatar uma sequência de altas na Bolsa de Valores nos próximos 12 meses, diz Nicholas McCarthy, diretor de Investimentos (CIO) do Itaú Unibanco (ITUB4), em entrevista ao E-Investidor, quando o executivo falou também sobre expectativas para o desempenho das economias brasileira e chinesa e compra de criptomoedas.

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Segundo o especialista, esses setores devem ir bem principalmente após a queda do juro real (diferença entre a Selic menos a inflação) para baixo dos 6%. McCarthy lembra que a prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), mostra a inflação em 4,14% nos últimos 12 meses até março. Já a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 10,75% ao ano – diferença de 6,61 pontos porcentuais, portanto.

  • Veja também: Como conseguir retornos de até 13% com dividendos de bancos em 2024

“Se esse juro real cair para abaixo de 6% nos próximos meses, a Bolsa tende a acelerar. E todos os setores influenciados pela taxa de juros devem performar bem”, afirma McCarthy. Segundo o mais recente boletim Focus, a expectativa do mercado é que a Selic encerre 2024 em 9% ao ano. A declaração acontece em meio aos questionamentos sobre as expectativas para a Bolsa no segundo trimestre, após o mercado acionário sofrer com três meses turbulentos no início de 2024 turbulentos. O Ibovespa (IBOV) caiu 4,53% no período, indo dos 134.185 pontos para os 128.106 pontos.

Segundo McCarthy, a queda aconteceu após o mercado se frustrar com o adiamento do corte de juros pelo banco central dos Estados Unidos o Federal Reserve (Fed). “O mercado precificava que o Fed começaria a cortar juros a partir de março, no entanto, isso não se confirmou e o início do corte de juros está previsto agora para junho”, afirma o CIO do Itaú.

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Após a correção do trimestre passado, McCarthy comenta que está mais otimista com a Bolsa brasileira, porque a desvalorização recente deixou os ativos de risco negociados na B3 baratos. “A Bolsa já vinha com bastante desconto em relação à média histórica dela, de cerda de 30%. E com os juros caindo para um dígito, pode disparar uma realocação do dinheiro da renda fixa para ativos de renda variável”, conta McCarthy.

Desde outubro o Itaú tinha uma recomendação neutra para a Bolsa brasileira, porque além da queda da taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, o gatilho de alta do Ibovespa depende também da redução de juros nos EUA.

  • Leia ainda: Trocas confusas de CEOs penalizam ações e investidor exige nova postura

No entanto, ele comenta que o investidor não deve se apegar a datas, visto que o Fed até pode prorrogar o corte de juros para além de junho e frustrar o mercado novamente, o que provocaria uma nova queda no mercado acionário brasileiro. “É difícil saber se é uma queda, duas quedas, três quedas, sempre é muito difícil. Mas o importante é que, olhando para os próximos 12 meses, esperamos algumas quedas de juros americanos, o que pode ser positivo para o investidor brasileiro”, argumentou McCarthy. Ou seja, o investidor deve se posicionar agora na Bolsa para obter lucros no médio e longo prazo.

Veja a entrevista completa.

E-Investidor – Em relatório, você disse que a Bolsa está barata e o investidor deve se posicionar em renda variável por causa disso. No entanto, ele vai precisar enfrentar percalços, porque o Ibovespa caminha para encerrar o primeiro trimestre de 2024 em queda. Quando a tendência de baixa vai acabar?

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Nicholas McCarthy – Obviamente, é super difícil saber quando a Bolsa vai parar de cair. Se a gente soubesse, seria mais fácil fazer previsões. Na nossa visão, uma das razões para a queda da Bolsa brasileira este ano vem da perspectiva de queda dos juros americanos, que ficaram um pouco mais para frente. Todo mundo tinha uma expectativa de queda de juros entre janeiro e março. No entanto, os números de atividade [econômica] e inflação ficaram um pouquinho mais fortes do que esperado. Isso fez com que o mercado prorrogasse o corte da taxa americana para junho.

Mesmo assim, fica difícil saber se o corte ocorrerá mesmo em junho, vai depender dos níveis de atividade e da inflação. É difícil saber se é uma queda, duas quedas, três quedas, sempre é muito difícil! Mas o que é importante para nós é que, olhando para os próximos 12 meses, a gente deslumbra algumas quedas nos juros americanos. E, obviamente, no Brasil também.

Já estamos com queda de juros há uns sete meses. Começamos com a taxa em 13,75 % ao ano e chegamos aos atuais 10,75% ao ano. E quando a Selic estiver abaixo de 10%, um pouquinho abaixo disso, a economia brasileira tende a acelerar. Em 2022 e 2023 a gente cresceu por volta de 3% cada ano. Nossa estimativa é de um crescimento de 2% e até um tanto a mais este ano.

Um tanto mais quanto? Cerca de 2,3% ou 2,7%?

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Não gosto de trabalhar com números exatos, porque, na verdade, ninguém aceita os números exatos. A tendência da economia é de melhora, que pode levar a um crescimento um pouquinho acima de 2%. Acho que não é 2,7%. Pode ser 2,1%, 2,2% ou 2,3%. De qualquer forma, a queda de juros pode ajudar as empresas, que tendem a ter uma melhora em seu lucro, o que deve ajudar a economia brasileira e a Bolsa, o que é positivo para investidor. A Bolsa brasileira já vinha com bastante desconto em relação à média histórica dela, de 30%. E com os juros caindo para um dígito, pode disparar uma realocação do dinheiro da renda fixa para ativos de renda variável.

Você comentou que não dá para saber quando o Fed vai começar a cortar juros, de fato. No entanto, a expectativa atual do mercado fica em junho. Se isso não se concretizar, o investidor deve esperar volatilidade?

É possível, sim, que haja alguma volatilidade. Todavia, para nós, o principal motor de ativos de risco está na inflação. Precisa ter uma inflação com uma trajetória de queda, mesmo que ela seja um pouco mais lenta que o esperado. O importante é a inflação caminhar em direção à meta. Se isso acontecer, em algum momento acontecerão cortes de juros. E mesmo se não houver corte de juros, mas tendo a inflação na trajetória de queda, mesmo que lenta, sem surpresas muito negativas, os ativos de risco vão performar bem.

E muitos perguntam: ‘Mas não vai cair o juro?’ O Fed não cortou juros no ano passado nem neste ano até agora. E mesmo assim, os ativos de risco, tanto da bolsa americana como outras, estão performando no positivo. No Itaú, trabalhamos com um horizonte de 12 meses. Por isso, dado o desconto da Bolsa e o controle da inflação dentro da meta, acreditamos que investir na renda variável no Brasil está atrativo.

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E quais são os setores da Bolsa que podem se sair bem nesse cenário positivo?

Nós não fazemos recomendação de setores. Mas, de forma geral, todos aqueles influenciados pela taxa de juros devem performar bem: os setores de consumo e varejo, mercado imobiliário e bancário. Segundo o dado mais recente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), a inflação acumula alta de 4,14% nos últimos 12 meses até março. A Selic está a 10,75% ao ano, os dois números entregam um juro real de 6,61%. Se esse juro real cair para abaixo de 6% nos próximos meses, a Bolsa tende a acelerar.

No entanto, vale a pena frisar que é difícil conseguir acertar um setor específico. Alguns investidores me perguntam sobre as empresas de commodities, que têm peso relevante na Bolsa brasileira. Este setor foi bem nos últimos anos, mas recentemente deu uma parada em seu desempenho. Entretanto, vejo que tem espaço para esse segmento andar, porque a China deve crescer algo entre 4,5% e 5% neste ano. Parece que o governo de lá está fazendo grandes esforços para acelerar a economia no país. Justamente por causa disso, as commodities dificilmente cairão muito mais do que o preço atual.

Os investimentos no Brasil devem se sair melhor que nos EUA? Onde a carteira do investidor precisa estar alocada?

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Estamos otimistas tanto com Brasil quanto com EUA. Atualmente, cerca de 75% da nossa carteira está alocada em Brasil e os 25% restantes, no mercado internacional. Desses 25%, aproximadamente 20% está comprado em bolsa americana. Então, seria cerca de 4% da nossa carteira total em Bolsa americana. A Bolsa dos EUA tem surpreendido quase todo mundo nos últimos três anos. Todo mundo esperava que a economia fosse entrar em recessão, mas não foi o que aconteceu.

A Bolsa americana tem performado melhor ao longo do tempo do que a brasileira. Então, isso todo mundo tem percebido. Acreditamos que ter bolsa americana é importante, dado a alocação global e estratégica do dinheiro dos clientes.

Quanto o Itaú acredita que o investidor deve ter de criptoativos em sua carteira? A expectativa para o bitcoin é positiva no segundo trimestre?

Nós não temos nenhuma recomendação ativa no setor de criptomoedas. O investidor pode comprar à vontade, ele pode tomar a decisão e comprar. A gente oferece vários produtos para ele poder comprar, como ETFs (fundos atrelados a um índice de referência e negociado em bolsa) ou fundos. Quando faço uma análise de risco-retorno frente a frente com a Bolsa americana, me parece que a bolsa indica uma alocação de risco um pouco melhor do que a criptomoeda.

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Para cada unidade de criptomoeda, teria que haver mais ou menos seis ou sete unidades de bolsa americana para conseguir mais ou menos o mesmo retorno. Então, se algum cliente tiver bastante conforto em comprar esse ativo, ele compra uma pequena parte do seu portfólio, mas nós não temos recomendação ativa para o setor.

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