Para ter direito ao benefício, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Se um integrante recebe um salário mínimo (R$ 1.412), por exemplo, e nesse grupo familiar há sete pessoas, a renda de cada um é de R$ 201,71. Como está abaixo do limite de R$ 218 por pessoa, essa família tem o direito de participar do Bolsa Família
Quem quiser se inscrever para receber o benefício, deve primeiramente estar listado no Cadastro Único, com os dados corretos e atualizados. Esse cadastramento é feito em postos de atendimento de assistência social dos municípios, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). No momento de inscrição, é preciso apresentar o CPF ou o título de eleitor.
Vale, no entanto, uma atenção: mesmo inscrita no Cadastro Único, a família não entra imediatamente para o Bolsa Família. Isso porque, todos os meses, o programa identifica, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas e que começarão a receber o benefício.
Mas uma dúvida comum é: como a pessoa pode saber se foi selecionada para o programa? De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, será enviada uma carta para a residência do cidadão, pela Caixa Econômica Federal, comunicando que sua família foi aprovada. Caso a pessoa não receba nenhuma correspondência, ela deve procurar o setor responsável pelo Bolsa Família no CRAS ou na prefeitura de sua cidade.
A informação também pode ser consultada por meio do aplicativo Bolsa Família ou da Central de Atendimento pelo número 111. Vale destacar que o app está disponível para sistema Android e iOS. Dentro da plataforma, o beneficiário consegue ainda consultar informações sobre o programa, verificar a situação e o valor do benefício, além de checar a data de recebimento do valor no calendário de pagamentos. Outro recurso disponível no app é o desligamento voluntário do programa para a família que considerar não ser mais necessário receber o benefício.
Caso haja algum problema com o benefício e o valor não esteja disponível no momento do saque, o beneficiário também pode conferir pelo aplicativo se deixou de cumprir algum dos compromissos do programa ou se está sem atualização cadastral. Se for preciso realizar alterações, ele deve procurar o centro de atendimento onde fez a inscrição no Cadastro Único.
E se o benefício for cortado?
Os beneficiários que tiverem a inscrição cancelada no Bolsa Família serão informados por meio de mensagem no extrato bancário. Também é possível consultar essa informação sobre o benefício pelo aplicativo do programa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a inscrição no Bolsa Família pode ser cancelada após uma averiguação cadastral. A partir do cruzamento de dados em bases administrativas, podem ser encontradas inconsistências cadastrais, geralmente em relação à renda informada pelo beneficiário no momento da inscrição no Cadastro Único. O benefício então é bloqueado até que o beneficiário atualize os dados junto ao CRAS. Se ele comprovar as informações repassadas anteriormente, volta a receber o benefício. Se não, o valor é cancelado.
Outra situação que pode gerar o bloqueio do benefício é a revisão cadastral. Ainda que a família não tenha passado por nenhuma alteração de endereço, telefone ou composição familiar, é preciso atualizar os dados no CRAS no mínimo a cada dois anos. Caso o grupo familiar não faça isso, o pagamento pode ser cancelado.