A aversão a risco predomina diante da expectativa de que Israel lance uma retaliação pela ofensiva iraniana do último sábado (13). O maior temor é que uma escalada do conflito no Oriente Médio impulsione o petróleo, alimente a inflação e atrapalhe os planos de grandes bancos centrais de começar a reduzir juros. Por enquanto, contudo, o petróleo vem reagindo com moderação.
No noticiário macroeconômico, o índice ZEW de expectativas econômicas da Alemanha surpreendeu ao avançar bem mais do que o esperado em abril, para 42,9 pontos, mas os números do mercado de trabalho do Reino Unido decepcionaram.
A temporada de balanços também segue no radar. A Ericsson lucrou mais do que o esperado no primeiro trimestre e a ação da companhia de telecomunicações sueca desafiava o mau humor na Europa ao saltar mais de 6% em Estocolmo, no horário acima. Grandes bancos e empresas dos EUA também publicam resultados nesta terça-feira.
Os últimos dados da China, por sua vez, vieram mistos. O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu bem mais que o esperado no primeiro trimestre, mas tanto a produção industrial quanto as vendas no varejo do gigante asiático subiram menos do que o previsto em março.
Às 7h29 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,48%, a de Paris recuava 1,35% e a de Frankfurt cedia 1,48%. Já as de Milão e Madri tinham baixas de 1,73%, 1,31%, respectivamente, e Lisboa operava em estabilidade.
Mais tarde, quando os negócios com ações europeias já estiverem encerrados, os presidentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, e do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, falam em eventos públicos.