Um final de semana sem muitos desdobramentos geopolíticos consolidou a visão de que o conflito entre Irã e Israel deve permanecer contido. O quadro trouxe de volta aos mercados a disposição para a tomada de riscas, o que tirou o brilho de ativos como o ouro e os títulos públicos americanos.
Mesmo assim, estrategistas do HSBC Research consideram improvável que os juros da renda fixa americana subam para muito além dos níveis atuais, a não ser que o Fed promova um inesperado aumento da taxa básica. Segundo a análise, o cenário fiscal dos EUA ainda é incerto, mas os recentes leilões do Tesouro exibem estabilização no lado da oferta de bônus.
Os dirigentes do Fed estão em período de silêncio antes da decisão monetária do próximo dia 1°. Antes, investidores podem firmar um direcionamento mais claro na sexta-feira, quando será informada a leitura de março do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), métrica inflacionária preferida do BC americano.
O Citi prevê que o indicador mostrará desaceleração. “Se os dados de abril também cooperarem, o Fed poderá ainda estar no caminho certo para cortar juros em junho – ou, se quiserem um pouco mais de dados, em julho”, avalia.
*Com informações da Dow Jones Newswires