“A inadimplência para pessoas físicas e grandes empresas ficou estável no trimestre, enquanto os resultados da tesouraria já mostraram uma importante recuperação”, afirma a equipe liderada por Gustavo Schroden, em relatório enviado a clientes.
A tesouraria, que voltou ao positivo após sete trimestres, ajudou a impulsionar as margens do banco, e veio acima do esperado pelo BBI. A margem com clientes ficou em linha com as projeções, enquanto a carteira de crédito, cujo desempenho influencia as duas linhas das margens, ficou 2,8% abaixo do que o banco projetava.
Outro ponto importante foi a rentabilidade: o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do Santander chegou a 14,1%, acima dos 13,3% que o Bradesco BBI esperava para o trimestre. Essa diferença se deu pelo patamar de provisões, que ficou abaixo do esperado pela casa.
O BBI destaca ainda que o Santander fez uma reclassificação de linhas de negócios que antes ficavam nas linhas de outras receitas e despesas para as de margens, tarifas e despesas operacionais.
Os analistas mantêm recomendação “underperform” para os papéis do Santander, o que indica uma previsão de desempenho abaixo da média do mercado. O preço-alvo é de R$ 32, 13,75% superior ao fechamento da última segunda-feira (29).