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Conheça a estratégia de “não fazer nada” e ainda ganhar com isso no mercado

Tempo e caixa são aliados do investidor em momentos de juros em patamares extremos, incertezas ou até mesmo em tempos de muito consenso

Por Vitor Miziara

14/05/2024 | 8:02 Atualização: 14/05/2024 | 8:02

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Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

Não estou aqui para mostrar uma estratégia ou uma operação que pode deixá-lo rico do dia para a noite, mas para mostrar para você que, às vezes, não fazer nada também funciona como uma estratégia ou tomada de decisão.

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Está mais do que provado, inclusive com prêmio Nobel na área de “finanças comportamentais”, que muitas das vezes o prejuízo que o investidor tem em operações financeiras ocorre do seu comportamento inquieto, quando se encontra ansioso com a possibilidade de ficar de fora enquanto todos estão fazendo a festa.

Na psicologia isso se chama “Sentimento de Pertencimento”, que é o de querer fazer parte da sociedade ou de participar de alguma ação em conjunto com outras pessoas, de estar presente e pular da ponte junto.

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Uma das principais perguntas que recebo de clientes, amigos, familiares e praticamente todos com quem converso sobre o mercado é o “E agora, compro o que?”. Muitas das vezes este investidor não está pensando no longo prazo, nem se é o momento de entrar ou não. Está apenas preocupada em colocar o dinheiro em algum lugar.

  • Saiba mais: Qual investimento da renda fixa rende 12% ao ano

Gosto de revisitar esse assunto quando vemos a Selic muito baixa ou muito alta. O fator que mantém a cabeça “sã” para não fazer nada é o mesmo nos dois casos: tempo.

Quando estamos com a taxa de juros baixa e o dinheiro parado no caixa, como por exemplo em um Certificado de Depósito Bancário (CDB) de liquidez diária rendendo praticamente zero, ficamos nervosos de não ver p recurso alocado, mas ao mesmo tempo dá uma tranquilidade porque os juros estão baixos, então, não estamos deixando de ganhar nada grande. E ainda há tempo para pensar e escolher onde alocar o dinheiro – muitas vezes ele acaba em ativos com mais risco em busca de um retorno maior.

No cenário atual, o tempo também serve como aliado, já que com juros em 10,50% ao ano dá para ficar tranquilo com o dinheiro rendendo quase 1% ao mês sem precisar correr e tomar nenhuma decisão em relação aos investimentos. No meu Instagram (@vmiziara) vou colocar uma tabela mostrando alguns comparativos com investimentos versus tempo e você verá quão interessante parece ser permanecer parado.

Tempo e caixa são aliados fortes do investidor quando há juros altos ou muito baixos, muita certeza ou muita incerteza no mercado. Sim, você não leu errado: muita certeza. São aqueles momentos em que há um consenso tão generalizado de que o algum movimento vai ocorrer que todo mundo fica inquieto querendo participar – o famoso “FOMO”, sigla para o termo em inglês “Fear of Missing Out” que, em tradução livre significa “medo de ficar de fora”.

Não fazer nada em tempos de incerteza

No Brasil há um consenso de que o mercado de ações vai subir forte quando e se o Banco Central baixar os juros certo? Não sei, pode até ser, mas o tempo e o caixa me remuneram muito bem nesse momento para eu ter que desalocar meu investimento seguro e que rende quase 1% ao mês para correr para o mercado acionário em busca de mais retorno. Será que vale?

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Ansioso significa aflito, agoniado, angustiado, estressado, nervoso, irrequieto e por aí vai. Você se identificou com algum desses sintomas quando você estava com dinheiro parado em conta para investir?

Deixar dinheiro em conta hoje é um investimento. Sair de um investimento seguro, com renda fixa na conta caixa envolve um custo alto para se arriscar em mercados mais voláteis e que parecem fazer pouco sentido durante tempos de incertezas econômicas, principalmente por que nosso “receio” e segurança estão sendo muito bem remunerados.

Quando não sei o que fazer e sendo brasileiro que sou (leia-se rentista), aproveito o tempo que o mercado me deu – e super bem remunerado – para pensar. Perder eu sei que desse jeito eu não vou.

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