Embora a troca em si, antecipada pelo Broadcast, seja vista como algo negativo pelos analistas Pedro Soares, Thiago Duarte e Henrique Pérez, especialmente porque investidores começarão a precificar maiores riscos de interferência política na empresa, em relatório eles apontam que a visão inicial do banco sobre Chambriard é positiva.
“Apesar de acreditar que outra mudança na liderança da Petrobras vai dificultar a disposição dos investidores de atribuir um prêmio de risco menor à tese de investimento, nossa visão inicial sobre a Chambriard é positiva”, resumem os analistas, apontando que o cenário levará a Lei das Estatais a ser colocada à prova, especialmente depois da decisão do Conselho de Administração da Petrobras de reter o pagamento de dividendos extraordinários aos acionistas, no valor total de R$ 43 bilhões.
Na época, a companhia alegou que a retenção seria para manter sua reserva de capital, já que pagamentos maiores eram vistos como uma ameaça potencial à capacidade de investimento. Em diversos veículos de mídia, especulou-se que essa seria uma decisão do próprio presidente Lula. Com o assunto em voga, Prates foi às redes sociais rebater os questionamentos sobre a administração da estatal. Para o banco, a saída do executivo pode ter sido motivada “por alguma insatisfação do acionista controlador com o ritmo de implantação do capex da empresa”.
Para o banco, embora o problema tenha sido resolvido com o conselho de administração aprovando a distribuição de 50% dos valores retidos, o BTG acredita “que o foco do governo permanece no crescimento e no cumprimento do capex delineado no Plano Estratégico da empresa”.