Nos Estados Unidos, os mercados operam sob a expectativa de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), que recentemente têm se mostrados cautelosos quanto à convergência da inflação à meta de 2%.
Segundo José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, há também precificado nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) questões domésticas ainda preocupantes, como convergência da inflação e o quadro fiscal externo.
“Mas não vejo espaço para o DI longo subir muito, ao ponto de chegar aos 12%, patamar do ano passado, quando o Fed estava elevando os juros.
E não vemos internamente deterioração do cenário que justifique mais prêmios de risco na ponta longa”, afirma.
Na avaliação de José Francisco Gonçalves, economista-chefe do banco Fator, a fala do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, está em sintonia com a do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, e essa sintonia entre os dois nos últimos dias pode sinalizar a interrupção dos cortes de juros.
Campos Neto concedeu entrevista exclusiva ao Broadcast/Estadão, publicada nesta sexta-feira (17), na qual afirma que a dissidência entre os diretores do BC na votação pelo corte da taxa Selic foi técnica.
Às 11h40, o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 10,360%, ante 10,352% do ajuste de quinta-feira (16).
O DI para janeiro de 2027 projetava 10,99%, contra 10,88%. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa de 11,48%, de 11,37%.