Apesar disso, o Santander manteve a perspectiva positiva para a Marfrig, apoiada pelo histórico sólido nos Estados Unidos e o aumento das vendas de alimentos processados.
O relatório ressaltou a robustez da divisão National Beef da Marfrig nos EUA, que tem superado o mercado de carne bovina em geral, especialmente em momentos de dificuldades econômicas. Desde a última crise em 2015, a participação de carne premium no mercado cresceu de 4% para quase 10%, com a National Beef tendo papel crucial nesse nicho. “Esperamos que esta tendência continue”, disse o Santander.
A Marfrig está ampliando sua capacidade de abate e desossa na América do Sul, de 8 mil para 11 mil cabeças por dia até o fim de 2025, destacou o Santander. Essa expansão deve compensar a perda de Ebitda decorrente da venda de ativos para a Minerva (BEEF3). “Com uma exposição de 34% a alimentos processados e maior consolidação industrial, a Marfrig espera replicar sua estratégia de sucesso nos EUA no Brasil”, afirmaram os analistas.