Agora cedo, os operadores trabalham com cenários diferentes para as economias da Ásia e da Europa. No final da noite de domingo, indicadores macroeconômicos revelaram dados robustos de aceleração da atividade na China, como o da produção industrial e vendas no varejo, por exemplo. No Japão, o salto de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) também surpreendeu os mercados financeiros. Além disso, os dois países estavam entre os signatários da Parceria Econômica Abrangente Regional, um pacto de livre comércio que visa à redução gradual de tarifas de produtos de 15 importantes países da Ásia e do Pacífico, incluindo a Índia, que se transforma na maior aliança comercial do mundo. Esta é a primeira vez que as potências do Leste Asiático, China, Japão e Coreia do Sul estão em um único acordo comercial – o bloco exclui os EUA.
Nos negócios, o grupo financeiro espanhol BBVA concordou em vender suas atividades americanas, o BBVA USA Bancshares, para o PNC Financial Services Group por US$ 11,6 bilhões. As ações do BBVA disparavam 15,82% há pouco, levando consigo papéis de outros bancos do continente, principalmente na Espanha.
Já a pandemia continua preocupando os mercados, com o número de hospitalizações batendo recorde nos EUA ontem. Lá, mais de 11 milhões de pessoas foram infectadas pela covid-19, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson, o primeiro líder a declarar que tinha se contaminado, avisou ontem que voltou a se isolar depois de se encontrar com um membro do Parlamento que contraiu o vírus. Ele disse que não sente qualquer sintoma da doença e que continuará a governar por meio de videoconferências. Os casos continuam a aumentar na Itália e, na Alemanha, o governo considera medidas mais duras para combater o surto.
Outro tema que segue no radar dos investidores negativamente é o desfecho das eleições americanas. Ontem, Trump reconheceu publicamente pela primeira vez em sua conta no Twitter que Joe Biden venceu a eleição, trazendo algum alívio aos agentes que leram a notícia. Na sequência, porém, ele disse que não desistiria de lutar por um resultado que mostre que é ele que continuará na Casa Branca.