“Nos últimos trimestres não tivemos revisões negativas de lucro, será que as coisas estão tão ruins?”
A Bolsa brasileira tem mostrado o pior desempenho dentre as principais do mundo em 2024. Frente aos pares emergentes, o Brasil está perdendo mais de 25%.
“Brasil está na contramão do exterior, em que as empresas vivem momento pujante. Estamos perdendo oportunidade de rally de alta junto com o resto do mundo”, afirma. A saída do investidor estrangeiro no ano é o principal indicativo deste momento negativo.
A empolgação com o tema da inteligência artificial (IA) e o desempenho das bolsas desenvolvidas têm sugado os recursos das bolsas emergentes, avalia Peixoto.
“O ruído atual nos preços é exagerado”, diz ao comparar com a crise institucional que o País viveu em 2016. Ainda assim, o gestor vê que a sangria vai se estancar em algum momento. E o otimismo se reflete no fato de que os fundos de ações da asset estão com os caixas zerados. Ele aponta que a posição é esta porque não se sabe o gatilho exato que fará a Bolsa se recuperar.
Peixoto aponta ainda que a alavancagem das empresas listadas está relativamente baixa. A projeção da asset é que, nos próximos dois anos, o indicador estará perto das mínimas históricas.
Algumas das posições da XP Asset na renda variável incluem exposição à Eletrobras (ELET3), Sabesp (SBSP3) e Banco do Brasil (BBAS3). Peixoto destaca ainda Renner, pelo múltiplo de preço por lucro atrativo, assim como o setor de educação.
“Segmento foi massacrado, por isso estamos comprando porque parece que não tem mais para onde cair”, aponta. No caso de Gerdau (GGBR4), a visão positiva vem ao comparar o valuation (valor do ativo) da companhia com o de pares nos Estados Unidos.