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Juros fecham em leve queda, de olho em dado do varejo, câmbio e leilão

O alívio na curva dos títulos de dívida dos EUA e o resultado da inflação no país teve efeito limitado nas taxas

Por Denise Abarca

11/07/2024 | 18:27 Atualização: 11/07/2024 | 18:27

Juros. (Foto: Adobe Stock)
Juros. (Foto: Adobe Stock)

Os juros futuros fecharam a sessão desta quinta-feira (11) praticamente de lado. O alívio na curva dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) deflagrado pela deflação do CPI nos EUA teve efeito limitado. O mercado buscou dar sequência ao recuo visto nas últimas sete sessões a partir da melhora no exterior, mas com o dado forte das vendas no varejo, o dólar em alta e o aumento do risco nos leilões de prefixados do Tesouro, o movimento foi discreto.

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No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 estava em 10,545%, de 10,530% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2026, em 11,090%, de 11,070% ontem. A taxa do DI para janeiro de 2027 ficou estável em 11,31% e a do DI para janeiro de 2029 passou de 11,64% para 11,62%.

A dinâmica da curva de juros foi determinada pelos eventos da manhã, marcada pela alternância dos sinais nas taxas, enquanto a segunda etapa foi de acomodação em queda moderada. Logo na abertura, a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) surpreendeu e empurrou os juros para cima, mas na sequência veio o dado da inflação nos EUA e esfriou o ímpeto de alta, com as taxas virando para baixo.

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O índice de preços ao consumidor americano caiu 0,1% em junho ante maio, na contramão das previsões de alta de 0,1%, enquanto o núcleo subiu 0,1%, ficando igualmente abaixo do consenso (+0,2%). A leitura dos preços de abertura, especialmente serviços, agradou. Na comparação anual, o CPI subiu 3% em junho, contra 3,3% em maio, e o núcleo teve incremento de 3,3%, perdendo força ante o acréscimo de 3,4% de maio. Vale lembrar que nesta semana o presidente do Fed, Jerome Powell, indicou que não será necessário esperar a inflação chegar na meta de 2% para o início do ciclo de cortes.

Nos ativos, o CPI elevou as chances de corte de juros nos EUA em setembro para 90% e tornou majoritárias as apostas de três reduções de 25 pontos-base em 2024. Os rendimentos dos Treasuries afundaram. O yield da T-Note de dez anos rodou boa parte do dia abaixo dos 4,20% e o da T-Note de 2 anos chegou a cair aquém dos 4,50% pela primeira vez desde março nas mínimas da sessão. No fim do dia, projetavam taxas de 4,207% e 4,51%, ambas no piso desde março.

O contágio para a curva doméstica acabou mitigado pelo câmbio e pela PMC. “Temos a moeda hoje com performance pior ante os pares e o varejo também dando sua contribuição. Não podemos perder de vista que os juros já vêm fechando bem desde a semana passada”, afirma o estrategista-chefe da AZ Quest, André Muller. Ele lembra que taxas como a dos DIs para janeiro de 2027 e janeiro de 2029 voltaram a rodar em níveis do começo de junho. O dólar subiu 0,55%, aos R$ 5,4426.

As vendas no varejo restrito e no ampliado em maio, na margem, cresceram 1,2% e 0,8%, contrariando a mediana que apontava para recuo de 0,5% em ambos os casos. Os números sugerem que o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul foi limitado e trazem um viés de alta às projeções para o PIB do segundo trimestre, a depender da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), amanhã. A mediana das previsões é de queda de 0,7%, após alta de 0,5% em abril.

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Dada a melhora do ambiente externo, o Tesouro teve espaço para elevar os lotes de prefixados no leilão. A oferta de 8 milhões de LTN foi vendida parcialmente (7,3 milhões), enquanto o lote de 4 milhões de NTN-F, papel preferido dos estrangeiros, teve demanda integral. Segundo a Warren Investimentos, o risco para o mercado (DV01) foi de US$ 642 mil, ante US$ 180 mil na semana passada.

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