O cobre para setembro fechou em alta de 1,91%, em US$ 4,5930 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), com perda semanal de 1,26%. Às 14h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,96%, a US$ 9.871,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), mas caía 0,83% na semana.
Após queda intensa no pregão de ontem, os preços do cobre se recuperaram nesta sexta, impulsionados por otimismo quanto a demanda global depois de nova rodada de dados macroeconômicos da China e dos EUA. No caso dos indicadores americanos, a consolidação das perspectivas de início de cortes de juros pelo Fed em setembro pressionou o dólar, o que tende a baratear a aquisição de commodities para detentores de outras moedas.
Já na China, os subíndices da balança comercial indicaram demanda forte pelo cobre, avalia a ANZ, apoiando os preços apesar do enfraquecimento no número total de importações do gigante asiático. As importações somente do cobre subiram 7% em junho, na comparação anual. Para o ANZ, o número reflete uma reposição dos estoques em meio a preocupações de segurança energética e expectativa por ais medidas de estímulo.
Além do cobre, o ANZ aponta que os dados chineses demonstraram uma demanda robusta por aço e alumínio, entre outras commodities. Entretanto, o banco alerta que essa reposição dos estoques pode resultar em importações ainda mais baixas no terceiro trimestre de 2024.
Em nota, o TD Securities avalia que esse ambiente deve concentrar o foco de investidores de metais básicos no Terceiro Plenário da China, que começa na próxima semana. O mercado deve buscar sinais de novos estímulos e qualquer frustração dessas expectativas pode “levar a liquidações de posição”, prevê o banco de investimentos.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do alumínio subia 0,53%, a US$ 2.487,50; a do chumbo avançava 0,71%, a US$ 2.212,50; a do níquel tinha alta de 0,36%, a US$ 16.890; a do estanho caía 2,14%, a US$ 33.570; e a do zinco cedia 0,22%, a US$ 2.945,00.