O dólar hoje abriu o pregão em queda com o mercado atento aos Estados Unidos. Nesta terça-feira (16), a moeda americana é comercializada a R$ 5,4328, o que equivale a uma queda de 0,23%, quando comparado ao dia anterior.
Publicidade
O dólar hoje abriu o pregão em queda com o mercado atento aos Estados Unidos. Nesta terça-feira (16), a moeda americana é comercializada a R$ 5,4328, o que equivale a uma queda de 0,23%, quando comparado ao dia anterior.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Durante o dia, a atenção se volta para a palestra de Gabriel Galípolo, diretor de política monetária do Banco Central, que está no comando durante as férias de Roberto Campos Neto.
Após o Boletim Focus de ontem (15) mostrar que o mercado permanece cauteloso quanto à inflação do próximo ano, os investidores buscam indícios sobre o futuro dos juros no Brasil. Dessa forma, a palestra de Galípolo no Fórum do Sicredi, que ocorre em Anápolis às 16h, será acompanhada de perto. Vale lembrar que Galípolo é um dos principais candidatos a assumir a presidência do Banco Central no lugar de Roberto Campos Neto a partir do próximo ano, o que aumenta o interesse dos agentes financeiros em suas declarações.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
O foco também está nos dados de vendas no varejo em junho, juntamente com balanços importantes previstos antes da abertura, como os dos bancos Bank of America (BofA) e Morgan Stanley. Além disso, no cenário doméstico, a agenda corporativa inclui o relatório de produção e venda da Vale (VALE3) para o segundo trimestre, que deve ser divulgado apenas após o fechamento do mercado.
Ontem, no primeiro dia útil após o atentado ao candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, o dólar apresentou leve alta, tendo alcançado R$ 5,48 pela manhã e fechou cotado a R$ 5,445, um aumento de R$ 0,014 (+0,26%). A moeda, no entanto, desacelerou ao longo do dia, fechando com uma pequena alta.
A valorização global do dólar foi impulsionada pelo atentado ao ex-presidente e candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é que o programa de corte de impostos do Partido Republicano aumente o déficit público dos EUA e eleve os juros de longo prazo dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo.
Além disso, a desaceleração da economia chinesa também contribuiu para a alta do dólar em relação às moedas de mercados emergentes, mas teve um efeito positivo na bolsa brasileira. O crescimento mais lento da China pode levar à implementação de pacotes de estímulo, impulsionando as exportações de commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático.
A participação de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), no Clube Econômico de Washington também influenciou no câmbio. Powell admitiu que superestimou o tempo necessário para que a economia americana voltasse ao normal. A declaração foi dada numa entrevista com David Rubenstein. Em seu depoimento ao Congresso em 11 de julho, Powell expressou confiança de que a inflação estava se movendo em direção aos 2%, o que foi reafirmado na entrevista de hoje.
Publicidade
O presidente do Fed mencionou que os dados do segundo trimestre aumentaram sua confiança de que a inflação está voltando para a meta de 2%, após uma pausa no progresso durante os três primeiros meses do ano. No entanto, ele disse que não pretende indicar quando os cortes de juros podem começar.
Ele enfatizou que o Fed está mais atento aos dois lados do mandato do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), destacando que os riscos estão mais equilibrados e que o mercado de trabalho não está mais superaquecido. Powell reiterou que um enfraquecimento inesperado do emprego poderia justificar o início do relaxamento monetário.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador