• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Comportamento

“Fome de poupança” de alguns países não é culpa dos desequilíbrios financeiros de outros

É o que argumenta um grupo de respeitados economistas, para quem a responsabilidade cabe ao comportamento da oferta de crédito dos bancos

Por E-Investidor

01/12/2020 | 17:13 Atualização: 01/12/2020 | 17:35

Imagem de quebra-cabeça de uma nota de 100 dólares (Pixabay)
Imagem de quebra-cabeça de uma nota de 100 dólares (Pixabay)

(The Economist) – Em 2005, o então presidente do Federal Reserve (Fed) – o Banco Central americano –, Ben Bernanke, chamou atenção para uma “acentuada reversão no fluxo de crédito” para várias economias emergentes, sobretudo as do leste asiático. Eram países que haviam começado a poupar mais do que investiam internamente, tornando-se “fornecedores líquidos de recursos” para o resto do mundo. Essa “fome de poupança”, na descrição de Bernanke, ajudou a financiar o crescente déficit em conta corrente dos Estados Unidos e permitiu que o país mais rico do planeta comprasse mais bens e serviços de outras nações do que vendia para elas.

Leia mais:
  • EUA: equipe de Biden confirma Janet Yellen como secretária do Tesouro
  • Ibovespa tem novembro histórico. O que o investidor pode esperar de dezembro?
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

À frente do Fed, o economista se perguntava: será que essa situação pode – e deve – prosseguir? Mais tarde, alguns colegas de profissão de Bernanke culparam a tal fome de poupança pela bolha imobiliária americana.

Agora, preocupações semelhantes voltam a surgir. No segundo trimestre de 2020, a taxa nacional líquida de poupança nos Estados Unidos caiu para abaixo de zero – fato apontado por Stephen Roach, professor da Faculdade de Administração da Universidade Yale, num artigo publicado em outubro no Financial Times. Na falta de uma poupança para chamar de sua, os americanos estão tomando emprestado o “excedente da poupança de outros países”, escreveu Roach. O aumento no déficit em conta corrente dos Estados Unidos foi mais acentuado no segundo trimestre deste ano do que em qualquer outro período desde que o índice passou a ser registrado.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Esse tipo de raciocínio é bastante comum, inclusive nas páginas da Economist. Ocorre que muitos economistas se opõem enfaticamente a ele – entre eles, Michael Kumhof, do Banco Central da Inglaterra, Phurichai Rungcharoenkitkul, do Bank of International Settlements (ou BIS, uma espécie de Banco Central dos bancos centrais) e Andrej Sokol, do Banco Central Europeu. Todos eles apoiam estudos realizados por Claudio Borio e Piti Disyatat, do BIS, e pedem que se faça uma distinção cuidadosa entre os fluxos de poupança e os de crédito. Os dois conceitos são diferentes, e não necessariamente caminham juntos. O resultado é que talvez Bernanke, em seu raciocínio, tenha invertido os sinais.

Na linguagem do cotidiano, poupar é o oposto de gastar. A palavra “poupança” traz consigo a ideia de juntar dinheiro numa conta bancária. Não é difícil imaginar que esse dinheiro possa ajudar a financiar gastos em outras paragens. Para a economia, porém, poupar é diferente: é o oposto de consumir. Ao produzir algo que não é consumido, a economia está poupando. Sendo assim, uma pessoa que gasta toda a sua renda reformando a própria casa está economizando – mesmo que o exemplo pareça forçado –, já que uma casa é um bem durável, e não uma despesinha irrelevante. Da mesma maneira, um agricultor que armazena a colheita num celeiro em vez de comê-la também poupa, embora não esteja depositando dinheiro no banco.

Mas então como é que a poupança, agora definida corretamente, circula entre fronteiras? Qualquer coisa que seja produzida e não seja consumida terá um entre dois destinos possíveis: ser exportada ou investida. Consequentemente, qualquer coisa que não seja nem consumida, nem investida internamente, terá de ser exportada (voltando ao agricultor, ele pode exportar o trigo para um celeiro de outro país.) O que sai fronteira afora são os próprios bens e serviços que não foram consumidos. “As nações não enviam poupança para os Estados Unidos com o objetivo “financiar” as importações americanas”, afirmam Kumhof e Sokol. “Suas exportações líquidas são, por definição, a própria poupança”.

E como será que os americanos pagam pelos bens que vêm de fora? Aí surge a questão do crédito. Ao contrário da poupança, o crédito está umbilicalmente ligado ao dinheiro. A indagação “como você vai pagar por isso?” equivale a perguntar “onde é que você arrumou dinheiro para comprar isso?”. Grande parte dos recursos vêm ao mundo por meio dos bancos, que contam com a venturosa capacidade de produzir dinheiro toda vez que oferecem um empréstimo ou compram um ativo. Sendo assim, o volume de crédito disponível para um determinado país depende consideravelmente do comportamento dos bancos – mais do que da quantidade de poupança acumulada por esse país ou por seus parceiros comerciais.

Publicidade

Entretanto, num mundo onde há países com fome de poupança e outros com déficit, quem financia quem? A resposta tradicional diz que países com excesso de poupança financiam os que não guardam o suficiente. Mas esse grupo de economistas menos convencionais argumenta que a resposta não depende do aspecto geográfico da poupança e do investimento, e sim do sistema bancário e financeiro. Em diversos casos, os importadores americanos financiam suas compras com dólares que tomam emprestado de (ou que já estavam guardados em) bancos dos Estados Unidos. Quando a transação comercial for concluída, os dólares passarão para as mãos da contraparte estrangeira. A partir desse momento, o dinheiro representa uma obrigação financeira para os Estados Unidos.

Uma vez que o país compra mais do que vende para o resto do mundo, as obrigações financeiras dos Estados Unidos crescem mais rápido do que os pagamentos recebidos pelos americanos em troca do que exportam. Vários modelos econômicos tradicionais tratam esses fluxos líquidos de pagamentos como o único tipo possível de movimentação de capital. Na realidade, porém, esses fluxos representam uma pequena fração do que circula entre países. Afinal, muitas operações internacionais não incluem bens ou serviços: elas representam a compra de ativos estrangeiros incluindo ações, títulos, propriedades e afins.

No ano em que Bernanke fez seu discurso, o fluxo líquido de saída de capitais dos países “famintos por poupança” (que tinham superávit em conta corrente) representava 2,5% do PIB global. Por outro lado, o fluxo de capital bruto era de cerca de 30%, de acordo com Borio e Disyatat.

Um comportamento guloso

Diante disso, o excesso de poupança não determina nem a fonte geográfica, nem a escala do financiamento que se move entre fronteiras – e tampouco é o ponto de partida causal correto. O estudo de Kumhof e seus colegas modela o que o grupo chama de “gula por crédito”: uma abundância de empréstimos oferecidos pelos bancos americanos aos cidadãos do país. Na hora de gastar esse dinheiro recém-cunhado, é certo que os cidadãos dos Estados Unidos irão comprar bens vindos de fora. Com isso, outros países aumentam a própria poupança, já que é impossível que os Estados Unidos importem produtos consumidos ou investidos em outros lugares.

Nesse caso, porém, o aumento na poupança e no superávit externos é um efeito colateral do ‘boom’ financeiro interno dos Estados Unidos – e não uma causa do excesso de gastos do país. Para os estudiosos em questão, a gula por crédito, e não por poupança é, portanto, uma explicação mais convincente para os desequilíbrios pré-2008 identificados por Ben Bernanke – embora não guarde uma relação estreita com os acontecimentos mais recentes.

Publicidade

Para muita gente (incluindo alguns economistas), é natural pensar que a poupança vem antes do investimento, e que os depósitos antecedem o crédito oferecido pelos bancos. Por isso, pode parecer tentador enxergar a poupança como fonte de financiamento e principal mola propulsora de vários acontecimentos macroeconômicos. Mas Kumhof e os demais autores do estudo são de opinião diferente: para eles, os bancos desempenham um papel mais ativo e autônomo. Os economistas, enfim, dão menos crédito à poupança e mais crédito ao próprio crédito.

(Tradução: Beatriz Velloso)

© 2020 The Economist Newspaper Limited. Direitos reservados. Publicado sob licença. O texto original em inglês está em www.economist.com

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Crédito
  • déficit
  • Federal Reserve System (Fed)
  • Poupança
Cotações
26/01/2026 15h50 (delay 15min)
Câmbio
26/01/2026 15h50 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Buffett e Bloomberg dão o mesmo conselho à Geração Z — e ele não é ganhar mais

  • 2

    IPTU 2026: quem paga a conta, proprietário ou inquilino?

  • 3

    Viver de renda não é imediatismo: veja o que muda (e o que não muda) na estratégia em 2026

  • 4

    Ibovespa hoje realiza parte dos lucros recentes em compasso de espera por Copom e Fed

  • 5

    Ibovespa hoje: Braskem (BRKM5) fecha no maior valor desde setembro; Vivara (VIVA3) tomba

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Logo E-Investidor
Certidão do FGTS: entenda o que é o documento
Imagem principal sobre o Certidão do FGTS: para que serve o documento de regularidade?
Logo E-Investidor
Certidão do FGTS: para que serve o documento de regularidade?
Imagem principal sobre o IPTU 2026: saiba como apostados podem solicitar a isenção em SP
Logo E-Investidor
IPTU 2026: saiba como apostados podem solicitar a isenção em SP
Imagem principal sobre o IPTU 2026: 4 regras para aposentados serem isentos do IPTU em São Paulo
Logo E-Investidor
IPTU 2026: 4 regras para aposentados serem isentos do IPTU em São Paulo
Imagem principal sobre o Bolsa Família: quais frequências escolares precisam ser cumpridas por mês?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: quais frequências escolares precisam ser cumpridas por mês?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (26)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual final do NIS recebe hoje (26)?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: como ocorre o monitoramento da frequência escolar no ano letivo?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: como ocorre o monitoramento da frequência escolar no ano letivo?
Imagem principal sobre o Nascidos em janeiro já têm data para receber abono salarial em 2026
Logo E-Investidor
Nascidos em janeiro já têm data para receber abono salarial em 2026
Últimas: Comportamento
IPTU 2026: quem paga a conta, proprietário ou inquilino?
Comportamento
IPTU 2026: quem paga a conta, proprietário ou inquilino?

Entenda o que diz a lei, como os contratos tratam o imposto e quais são os riscos quando o pagamento atrasa

24/01/2026 | 05h30 | Por Murilo Melo
Escudo ou gatilho? Papel da IA na próxima crise financeira ainda é incerto
Comportamento
Escudo ou gatilho? Papel da IA na próxima crise financeira ainda é incerto

Ainda há pontos cegos nesse processo, mas especialistas ouvidos pela Broadcast divergem sobre a probabilidade de crise financeira global

22/01/2026 | 17h35 | Por Paula Dias
Aposentadoria não é o suficiente: 60% dos beneficiários continuam trabalhando para pagar as contas, aponta Serasa
Comportamento
Aposentadoria não é o suficiente: 60% dos beneficiários continuam trabalhando para pagar as contas, aponta Serasa

Metade dos aposentados recorre a crédito, enfrenta instabilidade financeira e precisa complementar a renda mesmo após deixar o mercado formal

21/01/2026 | 18h37 | Por Igor Markevich
Trabalho opcional e dinheiro irrelevante: o futuro de Elon Musk dominado por IA e robótica
Comportamento
Trabalho opcional e dinheiro irrelevante: o futuro de Elon Musk dominado por IA e robótica

Apesar dos avanços da tecnologia, economistas contestam a viabilidade da visão do magnata CEO da Tesla

20/01/2026 | 17h53 | Por Sasha Rogelberg, da Fortune

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador