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Como Delfim Netto ajudou a fomentar o mercado de capitais no Brasil?

O economistas implementou medidas importantes para o mercado financeiro, como indexação da economia e a responsabilidade fiscal nos anos de 1970

Bruno Andrade é repórter do E-Investidor
Por Bruno Andrade

12/08/2024 | 15:14 Atualização: 12/08/2024 | 15:14

De ministro da ditadura militar a conselheiro de Lula, veja a contribuição de Delfin Netto para o mercado financeiro (Foto: Arquivo/Estadão)
De ministro da ditadura militar a conselheiro de Lula, veja a contribuição de Delfin Netto para o mercado financeiro (Foto: Arquivo/Estadão)

Antônio Delfim Netto, economista responsável pelo milagre econômico do início da década de 1970, faleceu aos 96 anos nesta segunda-feira (12). Para economistas e agentes do mercado financeiro, o ex-ministro da Fazenda era uma ponte entre diversas escolas de pensamento econômico, com uma atuação contraditória por certas vezes, e com grande contribuição ao País. Além disso, Netto também auxiliou o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro ao conseguir unir pontos essenciais para o mercado e a agenda mais expansionista do governo.

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Netto estava internado desde o dia 5 de agosto no Hospital Israelita Albert Einstein em decorrências de complicações no seu quadro de saúde. Foi ministro da Fazenda na ditadura militar durante os governos de Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e João Baptista Figueiredo. No início dos anos 2000, ele também foi conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o seu primeiro mandato.

Segundo essa reportagem do Estadão, Netto estava sob o comando da economia, entre 1967 e 1973, anos mais violentos da ditadura, quando o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 85% e a renda per capita dos brasileiros, 62%. Delfim personificou o milagre brasileiro: em quatro anos, saiu 18 vezes na capa da revista Veja e era a figura do governo mais presente nas páginas dos jornais. Nenhum outro ministro concentrou tanto poder como ele.

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Para analistas do mercado financeiro, o economista foi fundamental para o setor privado e o mercado de capitais. Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante Investimentos, Delfim Netto impactou o mercado financeiro ao reforçar a tese de Adam Smith da riqueza das nações.

“Ele era conciliador e conseguiu trazer uma política atrativa de juros e dólar para a economia brasileira, o que impactava diariamente o mercado financeiro e positivamente. O legado de Delfim foi conseguir fazer uma boa conciliação entre o mercado e a agenda mais expansionista da ala do governo. Na época, isso foi muito importante para o milagre econômico”, aponta Cozzolino.

Para Acilio Marinello, Partner da Essentia Consulting, lembra que Delfim Neto colocou medidas de controle fiscal, fundamentais para o país seguir com crescimento no setor privado. O que, para ele, é muito positivo para o mercado de ações, visto que ele tende a refletir o bom desempenho das empresas no preço de suas ações. Marinello também lembra que, para o Brasil ter esse crescimento econômico de 85% do PIB, o economista endividou o país.

“Por outro lado, no final dos anos de 1970 e início da década de 1980, a dívida brasileira começou a crescer, com o ministro tentando financiar esse crescimento dos anos anteriores. Isso causou a hiperinflação dos anos seguintes até a nossa chegada no Plano Real. Ou seja, nem tudo que ele implementou foi positivo e não foi visto com bons olhos pelo mercado financeiro”, diz Marinello.

Delfim Netto ajudou o governo Lula a fazer políticas pró-mercado

O especialista lembra que Delfim Netto também auxiliou o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a manter a responsabilidade fiscal e manter o Banco Central como um órgão técnico, o que foi muito positivo para o mercado financeiro na época. Isso porque o Ibovespa subiu 294% entre o início de 2003 e o fim de 2006, quando Delfim Netto era conselheiro do governo Lula.

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Rafael Furlanetti, sócio diretor Institucional da XP, lamenta a morte de Delfim Netto. Ele comenta que o professor Delfim Netto foi uma figura central na história econômica do Brasil. Tão importante quanto a sua capacidade analítica, foi a sua influência como um pensador de alternativas para melhorar o ambiente econômico e destravar o crescimento do país.

Simão Davi Silber, professor do departamento de Economia da FEAUSP e pesquisador da FIPE, relata que o desempenho eclético do ministro foi responsável pelo crescimento acelerado da economia brasileira. E, como o mercado financeiro cresceu com a economia, os anos 70 foram anos de grande fortalecimento do mercado acionário e de crédito. “Como legado para o mercado financeiro, ele deixa um crescimento e aprofundamento do país, como nunca havia se visto nem antes, nem depois do Professor Delfim Netto”, comenta.

Humberto Casagrande, CEO do CIEE, lembra que Delfim impactou diretamente o mercado financeiro por décadas. E uma das grandes medidas adotadas por ele que ajudou a fortalecer o mercado de capitais foi a indexação da economia, que ainda persiste após ter sido adotada por ele há décadas.

“O legado dele é enorme e formidável, oscilando entre coisas ótimas com experiências que não foram tão bem sucedidas, como pré-fixação da inflação e câmbio fixo. Mas no agregado fica uma enorme contribuição ao país e ao mundo econômico. Foi um dos maiores economistas que o Brasil já teve”, pontua Casagrande.

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Por fim, o CEO do CIEE lembra que Delfim Netto recebeu o título de Professor Emérito — Troféu Guerreiro da Educação 2012. O prêmio, uma parceria entre o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) e o jornal O Estado de S. Paulo, é concedido anualmente a personalidades que prestaram serviços à educação no Brasil.

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