O que significa a pontuação do Ibovespa?
Na última, quarta-feira (21), o Ibovespa fechou em alta e renovou o seu recorde histórico de encerramento pelo terceiro dia seguido. Conforme explicamos nesta reportagem, a principal referência da B3 terminou a sessão em valorização de 0,28%, aos 136.463,65 pontos. Mais cedo, chegou a superar a barreira de 137 mil pontos, atingindo máxima a 137.039,55 pontos.
No entanto, com tantas notícias sobre essa pontuação, surgiram dúvidas a respeito do que exatamente seriam esses pontos e como eles são calculados.
Para entender este ponto, vale saber que a pontuação do Ibovespa representa o comportamento médio dos preços das ações das principais empresas listadas na B3 (Bolsa de Valores do Brasil). Nesta reportagem mostramos que, quando o índice foi criado, a meta era que ele começasse valendo 100 pontos, com cada ponto equivalente a 100 cruzeiros novos, a moeda da época. Com o passar dos anos, o cálculo do índice passou por atualizações, mas a lógica central se manteve: atualmente, cada ponto no Ibovespa equivale a R$ 1.
A variação dessa pontuação ao longo do tempo é o que realmente importa para o mercado. Esse movimento, que pode ser de alta ou de baixa, oferece um panorama sobre o desempenho das ações e de fundos de renda variável. Em linhas gerais, se a pontuação sobe, significa que, na média, as ações que compõem o índice se valorizaram; caso contrário, indica que houve uma desvalorização.
Além disso, a performance do Ibovespa é usada como uma espécie de referência para avaliar outros investimentos. Para que um ativo de renda variável seja considerado bom, ele precisa superar o retorno do índice. Por isso, profissionais e investidores do mercado financeiro acompanham o Ibovespa de perto: sua oscilação reflete as expectativas em relação aos cenários econômicos e políticos, tanto no Brasil quanto no exterior.
Portanto, mais do que apenas um número, o Ibovespa serve como um indicador que capta o humor do mercado, sinalizando tendências e riscos que afetam diretamente o bolso dos investidores e o rumo das principais empresas do país.
Colaborou: Gabrielly Bento.