Em relatório, os analistas Jens Spiess e Joao Pedro Franco dos Santos apontam que o rebaixamneto tem como base o desempenho do preço das ações, destacando que o perfil de risco-retorno se mostra mais equilibrado.
Além disso, o banco avalia que uma potencial oferta pública de aquisição pode limitar a valorização futura, com a ação negociada a um desconto em relação ao preço da oferta da CMA CGM para adquirir uma participação de aproximadamente 48% na STBP da Opportunity. “Espera-se que, após a transação, prevista para o 1º trimestre de 2025, a CMA CGM lance uma oferta pública de aquisição pelo mesmo preço/condições”, aponta
Apesar de uma avaliação baseada em fluxo de caixa descontado (DCF) sugerir um valor de R$ 17 por ação, o preço-alvo foi ajustado para R$15, considerando que o preço da oferta pública de aquisição pode se tornar uma referência para o preço da ação, além da falta de catalisadores até o 1º semestre de 2025.
A tese de investimento indica que, apesar da expectativa de resultados fortes em 2024 e 2025, as ações de Santos Brasil devem negociar próximas ao preço da oferta de R$15,3 por ação, limitando a valorização para o preço-alvo estabelecido e mantendo um perfil de risco-retorno equilibrado. Com base no lucro por ação (EPS) estimado para 2025, a ação negocia ligeiramente abaixo da média de 5 anos de 24 vezes.