Os analistas estão na dúvida sobre como estão os gastos com investimentos e a demanda por produtos em meio aos riscos geopolíticos. “Há muita coisa acontecendo no mundo que os lucros e as orientações corporativas importarão particularmente agora”, disse Adam Parker, fundador da Trivariate Research, em entrevista à Bloomberg. A cautela se deve à vários fatores.
O primeiro é a eleição dos Estados Unidos que deve acontecer no dia cinco de novembro. A disputa, que segue acirrada, promete adicionar volatilidade para o mercado acionário. Além disso, os conflitos no Oriente Médio podem trazer um efeito inflacionário com o aumento do preço do petróleo. O ritmo do corte de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) também está no radar dos investidores.
“O ponto principal é que as revisões e orientações são fracas, indicando preocupações persistentes sobre a economia e refletindo alguma sazonalidade do ano eleitoral. Isso está ajudando a configurar a temporada de relatórios como outro evento de esclarecimento de incertezas”, disse Dennis DeBusschere, presidente da 22V Research, à Bloomberg.
Nesta quinta-feira (10), os dados operacionais da Delta Air Lines (DAL) dão início ao período de divulgação de resultados. Já na sexta-feira (11), será a vez dos balanços da JP Morgan Chase & Co (JPM) e Wells Fargo & Co (WFC).
Como mostramos nesta reportagem, o Goldman Sachs ajustou a sua projeção para o S&P500 para o fim de 2024 e para os próximos 12 meses com base nas expectativas da temporada de balanços nos EUA.