Os analistas Gustavo Miele e Emerson Vieira projetam que as despesas gerais e administrativas (G&A) da operadora de planos de saúde permanecerão estáveis no terceiro trimestre, com uma leve piora nas contingências, aumentando 20 pontos-base trimestralmente. Isso se deve, principalmente, ao alto volume de ações civis no setor, avalia o Goldman Sachs.
O banco avalia que um ponto de discussão recente com investidores tem sido o nível de judicialização do setor, como o aumento no número de ações civis por eventos de saúde durante o período de carência, limitações de cobertura por operadoras, entre outros, impactando as provisões e o fluxo de caixa da empresa devido a depósitos judiciais para potenciais desfechos negativos.
O Goldman Sachs projeta um Ebitda ajustado R$ 920 milhões para a Hapvida no terceiro trimestre, com uma margem de 12,4%. Isso representa uma redução de 1,0 ponto porcentual (p.p.) em comparação com o trimestre anterior. A principal razão para essa contração foram eventos não recorrentes positivos no último trimestre, incluindo R$ 73 milhões em provisões e reversão de eventos incorridos mas não reportados(IBNR).
O banco tem recomendação de compra para as ações da Hapvida, com preço-alvo de R$ 5,70, o que representa um potencial de valorização 41,8% sobre o fechamento do pregão da última sexta-feira (4).