• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que ignorar a Geração Z pode custar caro

Os jovens formam as engrenagens do futuro, mas se encontram em um limbo de incertezas

Por Ana Paula Hornos

19/10/2024 | 6:00 Atualização: 18/10/2024 | 12:10

Receba esta Coluna no seu e-mail
Geração Z Foto: Adobe Stock)
Geração Z Foto: Adobe Stock)

A Geração Z está no olho do furacão. Por um lado, rotulados como “perdidos”, desajustados, inquietos. Por outro, são eles que carregarão o mundo nos ombros, uma força que já começou a mover as engrenagens do futuro. Um paradoxo vivo: minoria incompreendida, maioria transformadora. Ignorar essa geração é condenar-se à irrelevância.

Leia mais:
  • Endividamento da Geração Z: entenda as raízes históricas
  • "Na minha vez, tudo é mais caro": o dilema da Gen Z e a casa própria
  • Vale: produção em alta não salva balanço do 3º tri. E os dividendos?
Cotações
22/05/2026 3h43 (delay 15min)
Câmbio
22/05/2026 3h43 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essa geração deve ser vista de duas formas: como minoria no olhar da inclusão, precisando de compreensão e apoio, mas também como maioria, se considerarmos seu impacto iminente como força de trabalho e mercado consumidor. O erro de subestimá-los pode custar caro, porque o que muitos chamam de crise geracional é, na verdade, a chave para a transformação.

Mas de onde vem esse rótulo de “perdidos”? Não seria resultado de uma sociedade que os empurrou para essa condição? A verdade é que nunca estivemos prontos para o ritmo avassalador das mudanças que nós mesmos criamos. O sistema educacional se tornou obsoleto e a sociedade os abandonou em um limbo de incertezas. E o que as gerações mais velhas fizeram? Mergulharam em suas próprias crises, esperando que esses jovens magicamente se encaixassem em moldes antigos e ultrapassados. Agora, veem com espanto uma geração que se recusa a seguir as velhas regras.

Publicidade

Tenho visto isso de perto na minha própria prática. Recentemente, orientei um jovem extremamente motivado a iniciar seu estágio. Ele estava ansioso para aprender, fazer a diferença. Mas ao ser incorporado na empresa, o cenário que encontrou foi desolador. Não havia tarefas desafiadoras, nenhuma supervisão. Ele foi jogado em um ambiente onde a única coisa que podia fazer era cumprir o horário. O tempo ocioso no presencial o empurrou para as redes sociais, o que, paradoxalmente, o desmotivou profundamente. Ele queria trabalhar, queria aprender, mas foi empurrado para a mesmice.

Outra jovem, também em orientação, relatou o oposto: sobrecarga. Tarefas mecânicas, humilhações constantes e um ritmo de trabalho que beira o desumano, excedendo qualquer limite saudável. Ela chegou ao burnout, desiludida com o mercado de trabalho, explorada em sua essência.

E há, ainda, as empresas que “gamificam” o ambiente de trabalho, disfarçando a exploração com slogans do tipo “aqui não tem mimimi”. Essas empresas prendem os jovens em uma espécie de compulsão trabalhista, criando uma pressão social coercitiva, sem estimular a autonomia, o pensamento crítico ou o propósito. O que vemos, em todos esses casos, é um retrocesso. Temos jovens mais preparados a cada ano, ou ao menos desejamos isso, mas estamos voltando aos primórdios da mecanização de tarefas, como no início da Revolução Industrial.

Mecanização humana em plena era da inteligência artificial? Onde se demanda cada vez mais o espírito crítico e a humanização? Como estamos formando o mercado de trabalho? Que futuro estamos construindo assim?

Publicidade

No Brasil, o problema ganha contornos ainda mais graves. Somos campeões em jovens que não estudam nem trabalham — os “nem-nem”. Na baixa renda, a falta de oportunidades e as estruturas frágeis os sufocam. Na alta renda, o excesso de conforto cria uma bolha de apatia e desmotivação. A consequência? Um abismo que engole talentos e limitações, tudo ao mesmo tempo.

E o mercado de trabalho? As empresas tradicionais assistem a essa transformação como quem vê uma tempestade à distância, sem perceber que estão no meio dela. Ignorar a Geração Z pode custar caro — e não estou falando só de dinheiro, mas de valor. Empresas que não se adaptarem, que continuarem operando como se o mundo não tivesse mudado, verão suas ações despencarem, enquanto startups inovadoras tomam o protagonismo. A revolução já começou, e quem não mudar agora será deixado para trás.

Pais, líderes, educadores — é nossa responsabilidade agir. Não podemos esperar que essa geração “se acerte” sozinha. Temos que ser os mentores que abrirão caminho para que floresçam. Que tipo de legado queremos deixar? O de quem resistiu ao novo, ou o de quem ajudou a moldar o futuro? Este é o momento de reescrever a história. O que faremos agora determinará como seremos lembrados: como aqueles que lutaram contra a mudança, ou como aqueles que a abraçaram e lideraram a transformação?

O futuro não vai esperar. E a Geração Z já está assumindo as rédeas, mesmo que muitos ainda não tenham percebido.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • geração z

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Recuperação judicial da Estrela afeta 26 FIDCs; fundos concentram 70% da dívida da empresa

  • 2

    Ações de bancos tombam após rali e chegam perto das mínimas do ano; veja oportunidades

  • 3

    Guia definitivo do Tesouro Direto: compare Tesouro Reserva, Selic, IPCA+ e Prefixado para escolher o melhor título

  • 4

    Itaúsa cansou de andar atrás do Itaú – e agora o mercado percebe uma vantagem

  • 5

    Dólar perto de R$ 5 vira problema e muda o jogo para gigantes da Bolsa; veja vencedores e perdedores

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Logo E-Investidor
13º salário do INSS antecipado: 6 segurados que devem receber o benefício em 2026
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: passo a passo simples para renegociar dívidas
Imagem principal sobre o Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Logo E-Investidor
Mega-Sena: vendas exclusivas para o sorteio especial de 30 anos estão abertas
Imagem principal sobre o Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Logo E-Investidor
Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Últimas: Colunas
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos
Fabrizio Gueratto
Pais, não pressionem seus filhos para terem casa própria antes dos 30 anos

O erro não está em comprar imóvel, mas em transformar essa compra na primeira grande meta da vida adulta

21/05/2026 | 17h18 | Por Fabrizio Gueratto
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes
Einar Rivero
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes

B3 quer atrair quem opera em plataformas irregulares para o ambiente legal, podendo dobrar o número de traders ativos no mercado

20/05/2026 | 14h02 | Por Einar Rivero
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final
Einar Rivero
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final

Empresas listadas na Bolsa ampliam receitas, melhoram margens e entregam crescimento de lucro mesmo sob juros elevados e crédito restrito no início de 2026

19/05/2026 | 16h05 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador