Essas propostas de Trump têm um potencial de elevar a inflação do país que exige do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) taxas de juros mais altas para conter a elevação dos preços. Caso esse cenário se concretize, a tendência é de que os investidores busquem priorizar em suas carteiras os títulos públicos americanos, fortalecendo o dólar no mercado internacional.
Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio, explica que essa dinâmica fortalece o dólar e penaliza a cotação do euro ao reduzir a competitividade dos investimentos na Europa. No entanto, não será o suficiente para reduzir o preço da divisa europeia frente ao real para os patamares de preço vistos no primeiro semestre. Ou seja, abaixo dos R$ 6.
“É uma chance real desde que possamos ver avanços concretos nas políticas fiscais no Brasil que possam transmitir maior confiança aos investidores, como um corte de gastos eficaz que fortaleça a percepção de estabilidade econômica”, informou Costa. Nesta sexta (8), o euro opera com ajustes e avança 0,34%, a R$ 6,1690, por volta das 16h20.