Com base no desempenho do Itaú no terceiro trimestre deste ano, os analistas se sentem confiantes para aumentar sua estimativa de ROE em perpetuidade em 100 pontos-base, para 20%. No entanto, esse é o item mais sensível em seu modelo de avaliação, eles destacam, e até mesmo uma pequena alteração nesse indicador pode ter um impacto significativo no preço-alvo.
Os analistas observam que o forte ROE no terceiro trimestre foi impulsionado pelos segmentos do banco operando em níveis máximos, como varejo e atacado. Porém, as atividades no exterior têm prejudicado a lucratividade, com ROE de 12,9%, contra 23,8% no Brasil. Isso sugere, na visão deles, que uma eventual recuperação nos mercados da América Latina pode melhorar ainda mais a lucratividade.
Além disso, pelo segundo ano consecutivo, o Itaú anunciou dividendos extraordinários, que podem totalizar R$ 18 bilhões, em comparação aos R$ 11 bilhões do ano passado.
Por conta disso, olhando para o futuro, os analistas dizem que não se surpreenderiam com uma terceira rodada de proventos. “O alto nível de lucratividade do Itaú, combinado a um pagamento de dividendos historicamente consistente, resulta em uma grande retenção de lucros”, afirmam. O Santander tem recomendação outperform (equivalente a compra) para o Itaú (ITUB4).
* Com informações do Broadcast