Os sinais fracos no exterior podem limitar o desempenho do principal índice da B3 futuro. Os futuros das bolsas de Nova York oscilam com ganhos marginais, em semana de decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Já as principais bolsas da Europa operam em baixa.
As commodities exibem sinais contrários nesta manhã. O minério de ferro fechou em alta de 0,50% nos mercados de Dalian, na China. Enquanto isso, o petróleo opera no negativo, caindo 1,68% (WTI) e 0,93% (Brent).
As American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) mostravam pouco fôlego no pré-mercado de Nova York, em alta de 0,11% próximo às 9h05 (de Brasília). Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) caíam levemente 0,07% no mesmo horário.
Os mercados domésticos começam a semana com a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve alta no domingo (15) e ficará em sua casa em São Paulo pelo menos até quinta-feira (19), antes de retornar a Brasília, além de digerir comentários do presidente – leia mais aqui.
Nos próximos dias, a agenda nacional recebe ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Esta semana é também a última antes do recesso parlamentar e a expectativa é de votação do pacote de cortes de gastos até sexta-feira (20).
O que fica no radar do Ibovespa futuro
Leilão de dólares
O BC realizará, nesta segunda-feira, novo leilão de dólares em uma oferta total de US$ 3 bilhões, a partir de 10h20. A autoridade monetária provavelmente identificou redução da liquidez e necessidade de prover moeda para operações típicas de fim de ano, como remessas de dividendos pelas empresas com matriz no exterior. “O leilão afeta basicamente o cupom cambial, não a taxa de câmbio, pois não altera a exposição em dólares do mercado“, afirma o estrategista-chefe da Warren Investimentos, Sérgio Goldenstein.
Boletim Focus
O boletim Focus renovou as apostas, nesta segunda-feira (16), para os principais indicadores da economia, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Selic.
O IPCA 2024 subiu de 4,84% para 4,89%, mantendo-se acima da meta. A mediana do relatório para 2025 foi de 4,59% para 4,60%. Para 2026, permaceneu em 4,00%. Já em 2027, foi de 3,58% para 3,66%.
A partir do ano que vem, a meta será contínua, apurada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Se ele ficar acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, o Banco Central terá descumprido o alvo.
Enquanto isso, para a taxa básica de juros, a mediana do boletim Focus foi de 13,50% para 14% em 2025, seguindo o ritmo de crescimento mostrado pelo Copom na última decisão de juros, em 11 de dezembro. No fim de 2026, as previsões subiram de 11,00% para 11,25%. Para 2027, permaneceu em 11,00%.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações do Broadcast