Na noite de quinta-feira (28), a Raízen anunciou que, junto à Biosev, submeteu a transação potencial ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), embora ainda não tenha sido firmado algum acordo vinculante entre as duas empresas.
Em setembro de 2020, a Biosev já havia confirmado estar em “tratativas preliminares” com a Raízen, para uma eventual combinação de seus negócios, inclusive, iniciando também discussões com bancos credores sobre possível readequação de parte de suas dívidas.
“Por enquanto, o processo de reestruturação do grupo Cosan deve continuar sendo o principal acontecimento da empresa”, afirmam Bruno Amorim, Osmar Camilo e João Frizo, analistas do Goldman Sachs.
Conforme o relatório, o negócio também deverá representar, se confirmado, a maior aquisição em açúcar e etanol feita pela Cosan como um grupo.
Nesta segunda-feira (29), às 11h43, as ações ordinárias da Cosan operam em alta 1,07%, na cotação máxima de R$ 75,86. Na sexta-feira (28), um dia após o anúncio, os papéis registraram queda de 2,71%, com cotação de R$ 75,06.
Apesar do potencial sucesso no negócio, o Goldman Sachs mantém recomendação neutra para os papéis da Cosan, com um preço-alvo de R$ 78,40 em um ano, um upside de 4,45% em relação ao preço do pregão de sexta (28).