Em relatório, a instituição financeira ponderou que a ação da Eneva teve uma queda de 13% nos últimos 12 meses (em linha com -12,6% do IEEX para o mesmo período), “refletindo um cenário macro desafiador e incertezas relacionadas ao leilão de capacidade de reserva e às condições hidrológicas”. Para o banco, tais fatores levaram a menores expectativas de despacho térmico pelos investidores após o terceiro trimestre do ano passado.
Para os analistas do Itaú BBA, porém, a “fraqueza” recente da ação é uma oportunidade para investidores considerando que a empresa é, em sua visão, um dos agentes mais competitivos para o certame entre os que competirão com térmicas.
O banco considera ainda que, dadas as mudanças do balanço energético do Brasil, particularmente no intraday, o despacho térmico pode se tornar mais frequente e menos dependente apenas das condições hidrológicas nos próximos anos.
Os analistas pontuam também que a Eneva tem provado que sua estratégia de exportação de energia para a Argentina pode perdurar, e que seu braço de negócios de monetização de gás “está começando a mostrar resultados decentes em contratos firmes e flexíveis”.