2025 começou com bons ventos no mercado cripto, que já vinha muito impulsionado desde que Donald Trump venceu as eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro do ano passado. A perspectiva de um mandato mais favorável à desregulamentação, com promessas de uma reserva de criptomoedas na maior economia, além de maior adesão institucional, fizeram a cotação do bitcoin cravar um novo valor histórico, a US$ 108 mil.
Desde então, o ativo enfrenta dificuldade para defender o patamar dos US$ 100 mil. Para Danilo Matos, analista da exchange NovaDAX, a lateralização do bitcoin sugere certa estabilização desse mercado. Nesta fase de estabilidade, há um volume menor de negociação e preços que oscilam, mas dentro de uma faixa limitada. “Este nível de suporte tem se mantido o mesmo por quase um mês, comprovando a sua lateralização, e nós estamos em uma das maiores lateralizações da história do mercado – o Bitcoin mantém movimentação inferior a 15% desde os últimos 90 dias”, diz.
Ele explica que, apesar da expectativa com a posse de Donald Trump e uma postura pró criptomoedas, a atual faixa de preço do bitcoin, já elevada, exige novos eventos externos para aumentar a pressão de compra e ultrapassar a linha de resistência dos US$ 100 mil. “O mercado de criptomoedas depende bastante de fatores macroeconômicos que impulsionem sua valorização, além de uma política nos EUA favorável ao seu desenvolvimento. Neste momento, a incerteza das políticas tarifárias de Trump e casos como as acusações contra o presidente Milei por promover o token Libra (LIBRA) ligado a um esquema pump-and-dump e a apreensão de US$ 190 milhões em criptomoedas ligadas à fraude da Bitconnect, pelo Diretório de Fiscalização da Índia (ED), não favorecem esse cenário, mantendo a lateralização”, pontua Matos.
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