

Nesta quinta-feira (27), Eike Batista publicou em seu perfil no X (antigo Twitter) duras críticas contra André Esteves, um dos fundadores do BTG Pactual (BPAC11). Batista questionou Esteves e falou sobre os negócios da antiga companhia de estaleiros OSX, que fazia parte do grupo EBX.
“Esteves copiou segredos da minha OSX para criar a Sete Brasil e, depois, tentar tomar os principais clientes da minha empresa. Especialmente a Petrobras”, diz Eike Batista, na publicação. “Foi a ação deletéria dele que turvou os horizontes e quebrou a OSX. Se não fossem as maldades que ele fez, a OSX seria hoje o maior estaleiro da América Latina.”
Em entrevista ao E-Investidor, Eike Batista reforçou as declarações postadas na rede social. “Eles destruíram a minha OSX. A companhia tinha as encomendas da Petrobras como parte do modelo de negócio. O BTG foi um dos bancos que me levou para abrir o capital, aí ele vai e pega essa ideia, e cria o Sete Brasil, tirando todas as encomendas da Petrobras. Olha, sinceramente, eu passei por tudo que eu passei, e está na hora de passar as coisas limpo”, afirmou.
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A reportagem procurou André Esteves via assessoria do BTG Pactual, mas não obteve retorno até a publicação do texto. A OSX passa pela segunda recuperação judicial, com dívidas de R$ 7,9 bilhões.
A queda de Eike Batista na Bolsa
Eike Batista foi o empresário mais popular dos anos 2000. Em 2011, ele ocupou o posto de homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 30 bilhões. Na holding “EBX”, ele reunia empreendimentos ambiciosos, como a própria OSX, a petroleira OGX e a mineradora MMX.
O império industrial começou a balançar a partir de 2013, quando, diferentemente do que os investidores esperavam, a OGX não conseguiu produzir petróleo. A crise de credibilidade se espalhou pelas demais companhias do grupo. Posteriormente, Batista chegou a ser acusado de manipulação de mercado.
Nesta semana, Eike voltou a estampar os holofotes após anunciar que voltará ao setor de energia – dessa vez por meio do plantio de uma nova variedade de cana-de-açúcar para produzir combustível de aviação de etanol. Para colocar o projeto de pé, ele lançou um fonte de captação alternativa para angariar US$ 100 milhões (R$ 575 milhões): uma criptomoeda com seu nome, $EIKE.
“A Supercana tem 11 anos de estudos sérios, 4 anos de testes de campo”, afirmou Batista ao E-Investidor. Ele disse ainda que está animado com a estreia no mercado de moedas digitais. Ele disse acreditar que as criptomoedas vão tirar os bancos do monopólio da arbitragem financeira, numa espécie de democratização do acesso a investidores. “Um monge tibetano, que não quer mais o plástico, pode comprar esse token, que será lastreado em ativos do mundo real”, disse Eike. Veja os detalhes na reportagem do Estadão.
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