• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

OPINIÃO. A nova regra do Imposto de Renda é benefício real, populismo ou manobra fiscal?

A medida, que deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, foi celebrada como um avanço na justiça fiscal, mas ignora problemas mais profundos

Por Samir Choaib

19/03/2025 | 16:23 Atualização: 19/03/2025 | 16:23

Receba esta Coluna no seu e-mail
Imposto de Renda 2025. Foto: Adobe Stock
Imposto de Renda 2025. Foto: Adobe Stock

O governo federal anunciou mudanças significativas no Imposto de Renda (IR), aumentando a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais. A medida, que, segundo as estimativas apresentadas, deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, elevando para 65% o percentual de declarantes totalmente isentos, foi celebrada como um avanço na justiça fiscal. No entanto, ao aprofundarmos a análise, fica evidente que a reforma ignora um ponto fundamental: o descontrole dos gastos públicos.

Leia mais:
  • Imposto de Renda: Como usar a declaração a seu favor e melhorar suas finanças?
  • 13º salário já tem prazos definidos para pagamento; veja as datas
  • Mercado de criptomoedas tropeça enquanto Trump descarta recessão nos EUA
Cotações
12/02/2026 2h04 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 2h04 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O projeto, vale dizer, seguirá a tramitação regular de um projeto de lei no Congresso, começando pela Câmara. Uma vez aprovado, o texto irá ao Senado, que também seguirá a sua tramitação regular e poderá fazer novas alterações no texto – nesse caso, o projeto voltará à Câmara. Concluídas essas votações, o texto irá para a sanção do Presidente da República, que poderá vetar trechos ou até a totalidade do projeto – nessa hipótese, os vetos voltarão para a análise do Congresso, que poderá manter ou não os vetos presidenciais. Enfim, caso seja aprovado, as mudanças somente entrarão em vigor no ano seguinte à sua sanção, ou seja, na melhor das hipóteses, passariam a valer em 2026.

Ainda com diversas dúvidas práticas, o projeto amplia a isenção do IR para quem recebe até R$ 5.000 mensais, o que significa que muitos brasileiros de classe média deixarão de pagar imposto. Além disso, a proposta estabelece uma alíquota mínima efetiva de 10% para pessoas que recebem, dentro de algumas condições, mais de R$ 600.000 por ano, impactando cerca de 141 mil contribuintes de alta renda.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Abra sua conta na Ágora Investimentos

Outro ponto relevante é a taxação de 10% na fonte sobre lucros e dividendos enviados ao exterior. Essa medida visa aumentar a arrecadação em aproximadamente R$ 8,9 bilhões por ano. No entanto, mesmo com essa compensação, a perda de arrecadação com a ampliação da isenção ainda pode ser relevante.

  • Leia mais: Como vai funcionar a taxação de dividendos para bancar isenção de IR até R$ 5 mil?

Como equilibrar a perda de arrecadação?

A grande questão que se impõe é: como o governo pretende equilibrar essa perda de arrecadação? A resposta, até agora, não inclui um corte significativo nas despesas públicas. Pelo contrário, o aumento da faixa de isenção é financiado por uma maior tributação sobre os mais ricos e sobre remessas internacionais. Essa abordagem não resolve o problema estrutural das contas públicas.

O Brasil precisa de uma reforma fiscal, não apenas tributária.

O problema central não é apenas o volume de arrecadação, mas sim o descontrole dos gastos públicos. A cada nova medida de ajuste fiscal, a responsabilidade recai sobre os contribuintes, enquanto o governo se exime de reduzir suas despesas.

Uma reforma tributária sem um compromisso real com a austeridade e a eficiência no gasto público pode ter um efeito temporário, mas não resolve os desafios estruturais. O Brasil continua a operar com um Estado inchado, ineficiente e incapaz de entregar serviços de qualidade proporcional ao que arrecada.

Publicidade

A título de comparação, países desenvolvidos como Alemanha e Canadá também possuem elevadas cargas tributárias, mas seus governos operam com maior eficiência e transparência. No Brasil, por outro lado, o aumento de arrecadação raramente se traduz em melhorias significativas para a população.

Se por um lado a ampliação da faixa de isenção representa um alívio para milhões de brasileiros, por outro,o impacto sobre a arrecadação pode levar a medidas compensatórias no futuro, como novos aumentos de outros tributos ou criação de novas taxações.

Além disso, o aumento da tributação sobre os mais ricos pode incentivar a evasão fiscal e a transferência de riqueza, com a realocação de capitais para outros países. No longo prazo, essa política pode reduzir investimentos produtivos no Brasil, afetando a geração de empregos e o crescimento econômico.

Outro fator preocupante é a possibilidade de que o governo, ao perceber a queda na arrecadação, recorra a medidas inflacionárias, como o aumento da dívida pública ou a emissão de moeda, o que pode gerar mais pressões sobre os preços e corroer o poder de compra da população.

Publicidade

Em síntese, a ampliação da isenção do Imposto de Renda é uma medida positiva para aliviar o bolso da classe média, mas sem um corte real de despesas tratar-se-á apenas de paliativo. O Brasil precisa de uma reforma fiscal profunda, que não se limite a mudar a forma como os tributos são cobrados, mas que ataque o problema no cerne: o tamanho e a ineficiência da máquina pública.

O governo precisa demonstrar compromisso não apenas em aliviar a carga tributária de alguns contribuintes com o Imposto de Renda, mas também em garantir que o dinheiro arrecadado seja usado com responsabilidade e eficiência. Sem esse passo essencial, qualquer reforma tributária será apenas mais um remendo temporário populista, em um sistema que já está em colapso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • governo federal
  • Imposto de Renda
  • isenção de IR
  • Tributação
  • tributo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Samir Choaib em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador