

Os juros futuros acompanham o fechamento das curva de yields (rendimento) dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense), que influenciam os juros de títulos de governos europeus após a China anunciar medidas retaliatórias ao tarifaço do governo Trump – veja os detalhes da resposta chinesa aqui.
Há temor de recessão nos Estados Unidos e desaceleração da economia mundial. As taxas futuras chegaram a cair 29 pontos nos vencimentos intermediários, com o contrato para janeiro de 2029 ficando abaixo de 14%. Aqui, o mercado deve reduzir mais o tamanho do ciclo de alta da Selic.
Nos EUA, os investidores adiantaram a previsão para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano e passaram a precificar redução acumulada de 125 pontos-base (pb) ou mais como probabilidade majoritária até dezembro.
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O movimento dos juros vai na contramão do dólar, que sobe mais de 2% ante o real e limita um recuo maior das taxas. A moeda americana avança com força também ante outras moedas emergentes e ligadas a commodities, como peso mexicano (+2,34%) e dólar australiano (+3,59%) – veja.
Investidores repercutem também o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de março, que registrou queda de 0,50% em março, após uma elevação de 1,00% em fevereiro, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) – saiba mais aqui.
Às 10h43, juros futuros de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 caía para 14,730%, de 14,786%, e o para janeiro de 2027 cedia para 14,255%, de 14,403% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2029 recuava para 14,085%, de 14,173%.