• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Do Tigrinho ao home office: a nova rota de fuga do trabalhador brasileiro exausto

Quando até o home office vira fuga, o 1º de Maio revela um país exausto. Apostas, burnout e decisões de retorno ao escritório mostram a urgência de falar em saúde mental e pertencimento

Por Ana Paula Hornos

03/05/2025 | 6:13 Atualização: 05/05/2025 | 13:06

Receba esta Coluna no seu e-mail
Mercado de trabalho (Foto: Adobe Stock)
Mercado de trabalho (Foto: Adobe Stock)

O Dia do Trabalho de 2025 chega em um cenário paradoxal: nunca se trabalhou tanto — e nunca se sonhou tanto em escapar do trabalho. De um lado, brasileiros exaustos tentam equilibrar boletos, jornadas híbridas e expectativas inatingíveis. De outro, as promessas de riqueza rápida, como o universo das apostas online, seduzem como rotas de fuga emocional e financeira.

Leia mais:
  • Mulheres chegaram ao espaço, mas ainda pagam o preço ao voltar da licença-maternidade
  • Série “Adolescência”: como o desamparo afeta a saúde mental e as finanças da Geração Z
  • Burnout coletivo e saúde mental: o novo risco bilionário das empresas
Cotações
21/05/2026 9h30 (delay 15min)
Câmbio
21/05/2026 9h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Não é coincidência que “Tigrinho” tenha se tornado uma palavra tão viral quanto “home office”. Ambos refletem um esgotamento coletivo: a descrença no caminho tradicional do esforço contínuo, o cansaço com a cultura da alta performance e a busca desesperada por algum alívio — mesmo que ilusório.

A notícia de que o Nubank — símbolo de modernidade e disrupção — está chamando seus funcionários de volta ao escritório (não confirmada pelo banco, que segue com modelo híbrido) é um retrato emblemático dessa tensão. O que antes parecia ser a libertação do trabalhador pela tecnologia agora volta a ser questionado em nome da produtividade, do vínculo humano e da saúde mental. A contradição está posta: nem o trabalho moderno, digital e flexível tem conseguido evitar o desejo de fuga.

Publicidade

Mas o que fazer diante desse cenário? Como redesenhar o futuro do trabalho para que ele não adoeça as pessoas nem as empurre para vícios e soluções ilusórias?

Para empresas: criar culturas que engajam, protegem e preparam o futuro

Empresas que desejam atrair, engajar e proteger seus talentos precisam ir além da discussão entre presencial, remoto ou híbrido. A questão central é emocional, relacional e cultural.

Algumas ações concretas:

  • Fomentar culturas de pertencimento real, onde propósito, escuta e segurança psicológica valem tanto quanto metas e produtividade;
  • Implementar programas consistentes de promoção da saúde mental, alinhados à NR-01 (Gestão de Riscos Ocupacionais), que agora exige atenção formal a riscos psicossociais. Isso não é apenas uma obrigação legal: é uma resposta estratégica para reduzir o escapismo, a evasão emocional e o adoecimento silencioso que vêm desestruturando equipes;
  • Capacitar lideranças para reconhecer sinais de exaustão e agir preventivamente, com empatia e preparo técnico;
  • Revisar sistemas de reconhecimento e performance, para valorizar trajetórias sustentáveis em vez de resultados imediatos a qualquer custo;
  • Investir na integração intergeracional, reduzindo conflitos e ruídos entre os mais experientes e os jovens talentos. Essa ponte é essencial para garantir a equipe de hoje — e formar as lideranças de amanhã;
  • Alinhar o EVP (Employee Value Proposition) — a proposta de valor da empresa como marca empregadora — à realidade da equipe. Quando há clareza sobre o que a organização oferece e o que espera de seus profissionais, criam-se relações mais transparentes, sustentáveis e engajadas. Um EVP bem definido evita frustrações, orienta os reforçadores e recompensas, e torna a cultura organizacional mais coerente e estratégica.

Para pessoas: reconstruir a relação com o trabalho e com o dinheiro

Para quem vive esse mal-estar na pele, encontrar rotas saudáveis também é urgente:

  • Resgatar propósito pessoal no trabalho, reconectando-se com talentos, valores e interesses reais. Quando isso parece nebuloso, buscar apoio psicológico ou orientação profissional pode ser um passo decisivo para clarear caminhos e fazer escolhas mais alinhadas;
  • Estabelecer limites claros entre vida profissional e pessoal, mesmo no modelo híbrido;
  • Investir em saúde mental e educação financeira, para reduzir a vulnerabilidade a recompensas fáceis como apostas, day trade ou promessas de enriquecimento rápido;
  • Fortalecer redes de apoio reais — com colegas, mentores, amigos e familiares — que reforcem a autoestima e abram caminhos de crescimento possível.

Trabalhar com equilíbrio e consciência hoje é mais do que disciplina: é um ato de preservação da sanidade e da dignidade.

Conclusão: do esgotamento à reconstrução — o trabalho precisa evoluir

Este 1º de Maio é um convite à reconstrução — individual e coletiva. O futuro do trabalho exige mais do que tecnologia e modelos flexíveis: exige coerência entre discurso e prática, cuidado com as pessoas e culturas organizacionais que valorizem a saúde mental como um ativo estratégico.

Para as empresas, é hora de agir com clareza: adequar-se à NR-01, mapear riscos psicossociais, fortalecer vínculos entre gerações e alinhar a proposta de valor ao que realmente importa para quem faz a empresa acontecer.

Para os profissionais, é hora de recusar o papel de mero executor de tarefas em troca de remuneração. Trabalhar sem propósito, sem reconhecimento e sem espaço para contribuir de forma autêntica aliena, esgota e empobrece — não só o corpo, mas o sentido de existir.

No fim, bem-estar e produtividade não são opostos, são aliados. Onde há alinhamento entre valores, contribuição e reconhecimento, nasce o que de fato sustenta empresas e pessoas: engajamento verdadeiro. Porque o trabalho, quando faz sentido, deixa de ser fuga — e volta a ser construção.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • dia do trabalho
  • Educação Financeira
  • mercado de trabalho
  • Nubank (ROXO34)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Guia definitivo do Tesouro Direto: compare Tesouro Reserva, Selic, IPCA+ e Prefixado para escolher o melhor título

  • 2

    Itaúsa cansou de andar atrás do Itaú – e agora o mercado percebe uma vantagem

  • 3

    Dólar perto de R$ 5 vira problema e muda o jogo para gigantes da Bolsa; veja vencedores e perdedores

  • 4

    46 fundos multimercados ignoram crise da categoria e rendem até 388% do CDI

  • 5

    Treasuries no maior nível desde 2007 derrubam Bolsa brasileira junto com pesquisa eleitoral que mostra queda de Flávio Bolsonaro

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Logo E-Investidor
Projeto quer proibir radares de trânsito escondidos: entenda as novas regras da proposta
Imagem principal sobre o Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Logo E-Investidor
Minha Casa, Minha Vida: como era antes e o que passa a valer agora?
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: quem ganha até R$ 8.105 pode renegociar dívidas atrasadas?
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: veja como débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser renegociados
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: participantes devem respeitar o limite para o novo crédito disponibilizado
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: nem todos os bancos oferecem o novo contrato; entenda o motivo
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: nem todos os bancos oferecem o novo contrato; entenda o motivo
Imagem principal sobre o Desenrola Fies 2026: entenda quais estudantes podem aderir ao programa
Logo E-Investidor
Desenrola Fies 2026: entenda quais estudantes podem aderir ao programa
Imagem principal sobre o Idosos têm prioridade na compra de imóveis, mas em uma situação específica
Logo E-Investidor
Idosos têm prioridade na compra de imóveis, mas em uma situação específica
Últimas: Colunas
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando
Thiago de Aragão
O recado de Pequim ao agro brasileiro: a festa pode estar acabando

Reaproximação entre Donald Trump e Xi Jinping reacende compras agrícolas dos EUA e expõe fragilidade do protagonismo recente do Brasil no mercado chinês

20/05/2026 | 16h02 | Por Thiago de Aragão
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes
Einar Rivero
Day trade muda de perfil no Brasil e atrai investidores mais experientes

B3 quer atrair quem opera em plataformas irregulares para o ambiente legal, podendo dobrar o número de traders ativos no mercado

20/05/2026 | 14h02 | Por Einar Rivero
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final
Einar Rivero
Lucro das empresas da B3 cresce acima da inflação no 1T26, mas avanço dos juros limita expansão do resultado final

Empresas listadas na Bolsa ampliam receitas, melhoram margens e entregam crescimento de lucro mesmo sob juros elevados e crédito restrito no início de 2026

19/05/2026 | 16h05 | Por Einar Rivero
O petróleo não é o único problema para a inflação e para o Copom
Marcelo Toledo
O petróleo não é o único problema para a inflação e para o Copom

Choque global da commodity pressiona preços, mas salários aquecidos, alimentos e demanda doméstica também dificultam cortes mais agressivos da Selic

19/05/2026 | 14h13 | Por Marcelo Toledo

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador