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Tempo Real

Tensões comerciais entre EUA e China podem beneficiar o Brasil, avalia UBS WM; entenda

Segundo a instituição, há dois fatores que podem favorecer o país e dar força ao real

Por Gustavo Nicoletta

02/05/2025 | 15:59 Atualização: 02/05/2025 | 15:59

Housel observa que o maior desafio não é apenas reconhecer esses padrões cíclicos que passam pelas gerações, mas entender os riscos para os investimentos ao ignorá-los. (Foto: Adobe Stock)
Housel observa que o maior desafio não é apenas reconhecer esses padrões cíclicos que passam pelas gerações, mas entender os riscos para os investimentos ao ignorá-los. (Foto: Adobe Stock)

As tensões entre os Estados Unidos e a China podem beneficiar o Brasil, mas o efeito positivo dependerá da credibilidade das políticas fiscal e monetária, afirmou o UBS WM em um relatório.

Leia mais:
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Segundo a instituição, a disputa comercial aumenta a demanda chinesa por produtos agrícolas vindos de fora dos Estados Unidos e incentiva investidores a reduzirem a exposição aos ativos americanos – ambos fatores que podem favorecer o Brasil e dar força ao real.

Além disso, diz o UBS WM, a demanda global reduzida e o dólar mais fraco estão ajudando a conter a inflação brasileira, e o Banco Central adotou um tom “dovish”, ou de menor propensão a aumentos de juros. “A alta dos juros em maio pode ser a última deste ciclo. No entanto, a estrutura fiscal do Brasil parece insustentável, com nenhuma reforma esperada para antes de 2026. Em um ambiente de aversão ao risco, os ativos brasileiros podem ficar sob pressão”, acrescentou.

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O UBS WM apontou que a ordem mundial está se deslocando para um sistema em que países buscarão criar esferas de influência e supremacia econômica e tecnológica em relação aos rivais.

Neste cenário, em que cada região será forçada a se concentrar em desafios domésticos e priorizar o crescimento a partir de uma base interna, a expectativa é de que algumas economias grandes e não alinhadas diretamente com Estados Unidos, Europa ou China se destaquem. Neste grupo, estão incluídos o Brasil, a Índia, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, diz o UBS WM.

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