“Nenhuma decisão definitiva a respeito da realização da Oferta Pública ou de qualquer outra forma de captação foi tomada pela Companhia, estando também sujeita, entre outros fatores, às condições do mercado financeiro e/ou de capitais brasileiro e internacional, à obtenção das aprovações necessárias, incluindo as aprovações societárias”, acrescentou a companhia.
O anúncio surge alguns dias após a empresa se tornar a primeira Bitcoin Treasury Company da América Latina – empresa cuja principal missão é o acúmulo de bitcoins, utilizando sua geração de caixa e estruturas corporativas e de mercado de capitais para ampliar a exposição ao ativo ao longo do tempo. Como mostramos aqui, os acionistas da fintech aprovaram em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 15 de maio, a alteração do objetivo social da companhia.
A mudança viabiliza a empresa realizar investimentos em bitcoin como parte da sua estratégia de negócios. E como primeiro ato da “nova Méliuz”, a fintech comprou US$ 28,4 milhões na criptomoeda, o que equivale a cerca de R$ 160 milhões. A empresa já tinha feito uma operação de compra de BTC em março deste ano e, somada a essa nova aquisição, passa a deter 320,25 bitcoin.
“Mais do que apenas alocar parte do caixa em bitcoin como proteção contra a inflação ou desvalorização cambial, a companhia reposiciona seu propósito para atuar maximizando a quantidade de bitcoin por ação“, disse Marcio Loures Penna, diretor de relações com investidores e governança corporativa da Méliuz, em comunicado.
A notícia trouxe forte reação para as ações da companhia. Na sessão da última sexta-feira (16), os papéis encerraram com uma alta de 28,14%. Contudo, uma parte dos ganhos foi devolvida ao mercado na segunda-feira (19), quando a ação caiu 21,68%. No acumulado de 2025, a Méliuz (CASH3) sobe 204,73%, cravando a segunda maior alta da bolsa de valores. A fintech perde apenas para as ações do grupo Inepar que avançam 206,67% no mesmo período.