O processo administrativo foi instaurado, em maio do ano passado, pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP), após o executivo, na condição de membro do Conselho de Administração, diretor-presidente e diretor de relação com investidores da TIM S.A, comunicar à autarquia a venda de 155.216 ações da companhia, no dia 3 de maio de 2024, pelo valor total de R$ 2,8 milhões. A negociação ocorreu três dias antes da divulgação do resultado financeiro da empresa de telecomunicação referente ao primeiro trimestre daquele ano.
A prática viola um dos artigos da resolução da CVM nº 44/2021 que impede acionistas controladores, diretores, membros de conselho de administração e do conselho fiscal efetuar qualquer negociação das ações no período de 15 dias antes da divulgação do balanço corporativo. Na época, as ações da companhia sofreram uma desvalorização de 6,20% na sessão seguinte à divulgação do balanço. As perdas aconteceram mesmo com o lucro de R$ 519 milhões, reportado pela companhia.
Segundo o processo administrativo, Griselli comunicou, de forma espontânea à CVM, que a venda das ações foi “para custear reformas em imóvel de sua propriedade”. Apesar do argumento, a autarquia concluiu que o atual CEO da TIM conseguiu evitar um prejuízo de R$ 163,6 mil. Em 2025, as ações da TIM (TIMS3) avançam 43,75%.