Segundo simulações divulgadas pela B3, é possível alcançar esse marco financeiro aplicando mensalmente em títulos do Tesouro Direto, considerada uma das formas mais seguras de investimento no Brasil. A análise leva em conta diferentes tipos de títulos e taxas praticadas no mercado atual.
Quanto investir por mês para ter R$ 1 milhão?
O valor necessário por mês depende do tempo disponível para alcançar o objetivo. Com uma janela de 10 anos, os aportes mensais são naturalmente maiores.
Já com 20 anos, o esforço mensal é menor, graças ao efeito dos juros compostos. Confira os cálculos:
Meta: R$ 1 milhão em 10 anos
- Tesouro IPCA+ (IPCA + 7,5%): R$ 4.621,69/mês;
- Tesouro Prefixado (14,73%): R$ 4.158,80/mês;
- Tesouro Selic (Selic a 14,25%): R$ 4.245,57/mês.
Meta: R$ 1 milhão em 20 anos
- Tesouro IPCA+: R$ 1.067,42/mês;
- Tesouro Prefixado: R$ 832,96/mês;
- Tesouro Selic: R$ 877,28/mês.
Por que o Tesouro Direto é considerado seguro?
O Tesouro Direto funciona como um “empréstimo” ao governo. Ao investir nesses títulos, o cidadão adquire parte da dívida pública, com retorno garantido por taxas fixas, atreladas à inflação ou à taxa Selic. É uma alternativa conservadora, recomendada especialmente para quem busca segurança.
Qualquer instituição financeira, seja banco ou corretora de valores, permite a aquisição de títulos do Tesouro Direto.
Existem três tipos principais de títulos:
- Tesouro IPCA+: protege contra a inflação e oferece rendimento real.
- Tesouro Prefixado: a rentabilidade é conhecida desde o início.
- Tesouro Selic: ideal para liquidez e estabilidade.
Cada título tem um prazo de vencimento, e o resgate antecipado pode resultar em perdas. Portanto, é essencial respeitar esse prazo para garantir os rendimentos.
Como manter uma rotina de investimentos?
Estabelecer uma rotina de aportes mensais exige controle e disciplina. O primeiro passo é calcular quanto do seu orçamento está disponível após as despesas essenciais. Priorize o investimento assim que o salário cair na conta, evitando que o valor seja consumido por outros gastos.
Ter uma reserva de emergência de pelo menos seis meses de despesas também ajuda a proteger seu plano de longo prazo. E lembre-se: mesmo valores menores, quando investidos com consistência, fazem diferença.
Juntar R$ 1 milhão em 10 ou 20 anos não exige sorte, mas sim estratégia, constância e boas escolhas de investimento.
Colaborou: Victória Gabriella.