O salário mínimo federal também teve reajuste nos últimos tempos. De 2024 para cá, o valor mínimo aumentou de R$ 1.412,00 para R$ 1.518,00, um acréscimo de R$ 160 no período. O salário federal é usado como uma base para o governo estadual, e cada Estado brasileiro pode decidir o valor do seu próprio salário mínimo, contanto que não fique abaixo do piso federal.
O salário de São Paulo não só fica 18,8% acima do salário federal, como também teve um crescimento de 40,5% ante uma inflação de 15,1% nos últimos três anos, de acordo com a Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo.
Quem pode receber o reajuste salarial?
O novo valor contempla, no total, 76 categorias de profissionais que não possuem piso salarial fixo, como afirmado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Além disso, durante a tramitação do projeto aprovado em 13 de maio, o parlamento acrescentou entre os profissionais abrangidos pelo mínimo de SP os cuidadores de pessoas com deficiência. Veja se você faz parte da lista:
- Trabalhadores domésticos
- Cuidadores de idosos
- Serventes
- Trabalhadores agropecuários e florestais
- Pescadores
- Contínuos
- Mensageiros
- Trabalhadores de serviços de limpeza e conservação
- Trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos
- Auxiliares de serviços gerais de escritório
- Empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos
- Cumins
- Barboys
- Lavadeiros
- Ascensoristas
- Motoboys
- Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais
- Trabalhadores não especializados de minas e pedreiras
- Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais
- Operadores de máquinas da construção civil
- Operadores de máquinas de mineração
- Operadores de máquinas de cortar e lavrar madeira
- Classificadores de correspondência e carteiros
- Tintureiros
- Barbeiros
- Cabeleireiros
- Manicures e pedicures
- Dedetizadores
- Vendedores
- Trabalhadores de costura
- Estofadores
- Pedreiros
- Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas
- Trabalhadores de fabricação e confecção de papel e papelão
- Trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial
- Trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem
- Garçons
- Cobradores de transportes coletivos
- Barmen
- Pintores
- Encanadores
- Soldadores
- Chapeadores
- Montadores de estruturas metálicas
- Vidreiros
- Ceramistas
- Fiandeiros
- Tecelões
- Tingidores
- Trabalhadores de curtimento
- Joalheiros
- Ourives
- Operadores de máquinas de escritório
- Datilógrafos
- Digitadores
- Telefonistas
- Operadores de telefone e de telemarketing
- Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros
- Trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações
- Mestres e contramestres
- Marceneiros
- Trabalhadores em usinagem de metais
- Ajustadores mecânicos
- Montadores de máquinas
- Operadores de instalações de processamento químico
- Supervisores de produção e manutenção industrial
- Administradores agropecuários e florestais
- Trabalhadores de serviços de higiene e saúde
- Chefes de serviços de transportes e de comunicações
- Supervisores de compras e de vendas
- Agentes técnicos em vendas
- Representantes comerciais
- Operadores de estação de rádio
- Operadores de estação de televisão
- Operadores de equipamentos de sonorização
- Operadores de projeção cinematográfica
Viver com o salário mínimo em São Paulo é possível?
Será necessário fazer escolhas rígidas para conseguir pagar as despesas essenciais. Em relação à habitação, o valor de R$ 1.518,00 só permite o aluguel de imóveis menores, como repúblicas ou kitnets em bairros afastados do centro. Dividir despesas com colegas de quarto é uma prática comum para equilibrar o orçamento.
A alimentação consome grande parte da renda. A cesta básica paulistana custa em média R$ 852,00, segundo dados de janeiro de 2025 do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Isso significa que, só com alimentos básicos, mais da metade do salário já estaria comprometido. Para economizar, muitos recorrem a feiras livres, compras no atacado e planejamento de refeições.
No item transporte, o gasto também pesa. Uma passagem comum de ônibus custa R$ 5,00. Quem trabalha 22 dias por mês e faz ida e volta diariamente gasta cerca de R$ 220,00. Para quem utiliza metrô e ônibus, o valor por viagem sobe para R$ 8,90, mas há passes mensais que podem compensar: aproximadamente R$ 243,00 para ônibus e R$ 392,00 para a integração ônibus e metrô.
*Colaborou: Isabela Ortiz