A expectativa para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é de estabilidade (-1%), somando aproximadamente US$ 10,5 bilhões. A corretora projeta ainda que a empresa anuncie dividendos de US$ 2,2 bilhões, o que representaria um dividend yield de 3,0% considerando os preços atuais dos papéis.
Os analistas Regis Cardoso e João Pedro Rodrigues argumentam que, no segundo trimestre, o petróleo tipo brent atingiu média de cerca de US$ 67 o barril, queda de 12% em relação aos US$ 76 do primeiro trimestre, após a implementação de tarifas de importação abrangentes pelos EUA em 2 de abril (“Dia da Libertação”).
No entanto, os preços da gasolina e do diesel da Petrobras não responderam na mesma proporção, o que levou a spreads de crack (diferença entre o preço do petróleo bruto e produtos refinados) domésticos mais elevados. Além disso, a produção deve aumentar de 2,2 milhões de barris por dia, para 2,3 milhões de barris por dia. Na opinião dos profissionais, esses dois fatores devem compensar a queda da commodity.
A XP mantém a recomendação de compra para as ações da Petrobras, assim como o preço-alvo de R$ 46 (PETR4), o que significa um potencial de alta de 47% sobre o fechamento de ontem.