“Embora permaneçamos cautelosos quanto às perspectivas da indústria siderúrgica do Brasil no segundo semestre de 2025, esperamos que as iniciativas de redução de custos apoiem uma recuperação da lucratividade, com o desempenho relativamente mais forte da América do Norte, sustentado por um mercado doméstico dos EUA protegido por tarifas”, escrevem os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano.
Eles destacam que, além do protecionismo no mercado norte-americano, a empresa deve colher benefícios dos desinvestimentos estratégicos naquela região, reduzindo a exposição a produtos de menor valor agregado, e da demanda de aço resiliente.
Já a operação no Brasil continua sob pressão e a possível redução de custos traz algum alívio. A XP não espera que os preços do aço melhorem no curto prazo, mas há pouco incentivo para novas quedas. Além disso, espera-se que os custos diminuam com a nova linha de produção em Ouro Branco e novos investimentos em mineração, o que deve ajudar a aliviar a pressão sobre os preços.
A corretora avalia ainda que a ação da Gerdau está com um valuation descontado e, por isso, atraente sob várias métricas. A exposição aos EUA implica espaço para uma reavaliação dos múltiplos, considerando o custo médio ponderado de capital da Gerdau, afirma o relatório.