• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Inadimplência nas alturas afeta bancos, fundos e investidores na Bolsa; BB despenca com calotes no agro

Aumento da inadimplência gera impacto direto nas finanças de bancos e fundos, enquanto investidores enfrentam maior risco e volatilidade na Bolsa

Por Murilo Melo

14/08/2025 | 3:00 Atualização: 15/08/2025 | 19:00

Foto: Adobe Stock
Foto: Adobe Stock

Com os juros elevados por mais tempo do que o previsto, a inadimplência voltou a ser um dos principais focos nas análises de risco do mercado financeiro neste ano. O aumento do custo do crédito tem reduzido o espaço de manobra para consumidores e empresas, tanto na cidade quanto no campo, levando à piora dos indicadores de pagamento. Os investidores do Banco do Brasil (BBAS3) que digam, tendo em vista o quanto as ações da companhia estão sofrendo com os calotes nos empréstimos ao agronegócio brasileiro.

Leia mais:
  • O dossiê da inadimplência do agro que derruba a ação do Banco do Brasil em 30%: como surgiu, quem deve e por que BBAS3 sangra na Bolsa
  • Esqueça eleições. Quem dita a alocação do Itaú é o macro – e pode ter espaço para mais bolsa brasileira em breve
  • Verde, de Stuhlberger, aumenta posição em Bolsa brasileira apesar de incerteza com tarifas
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • O que esperar do 2T25 do balanço do BB nesta quinta (14)? Veja projeções de inadimplência, lucro e ROE

Segundo a Serasa, 77,9 milhões de pessoas estavam inadimplentes em junho, o maior número já registrado no País. No setor empresarial, 7,7 milhões de companhias apresentavam contas em atraso, das quais 7,3 milhões são micro e pequenas empresas (MPEs).

O avanço da inadimplência tem pressionado os preços das ações do setor bancário, ampliado a percepção de risco entre investidores na Bolsa de Valores e gerado desconfiança em ativos de crédito privado, refletida no desempenho dos fundos de investimento com maior exposição a consumo e endividamento corporativo.

O órgão de proteção ao crédito observa que, após o encerramento dos programas Desenrola Brasil e Desenrola Pequenos Negócios em 2024, o volume de inadimplentes voltou a subir rapidamente no País. O primeiro programa, destinado a pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs), funcionou entre 2023 e maio de 2024. O segundo, focado em micro e pequenas empresas, teve início em abril e foi encerrado em dezembro do mesmo ano.

  • “Não tem varejo que consiga suportar taxa de juros desse tamanho no País”, diz CEO da Petz

Camila Abdelmalack, economista da Serasa, explica que durante esses períodos houve um aumento nas renegociações por meio da plataforma Limpa Nome, o que ajudou temporariamente na regularização das dívidas. Com o fim dos programas e a manutenção das restrições ao crédito, os registros de inadimplência voltaram a crescer. Hoje, cada CPF negativado possui, em média, quatro dívidas ativas.

“Esse comportamento está ligado a um ciclo repetido entre os endividados: consumidores e empresas renegociam, recuperam acesso ao crédito e, diante de novas necessidades como consumo, capital de giro ou despesas básicas, assumem novos compromissos”, diz.

Mesmo com a renda crescendo acima da inflação e o mercado de trabalho aquecido, o número de inadimplentes segue batendo recordes sucessivos. O movimento, segundo a economista, se espalha tanto entre famílias quanto no setor produtivo, com aumentos no varejo, nos serviços e entre empresas de pequeno porte, justamente o público que havia sido mais beneficiado pelos programas encerrados.

  • “É quase impossível o Brasil conseguir um grau de investimento até 2026”, diz CEO da Austin Rating

Especialistas atribuem a intensificação das dificuldades nas condições de pagamento à política do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, um patamar elevado para controlar a inflação. A taxa média para operações com o comércio subiu de 5,16% ao mês em junho do ano passado para 5,42% em junho deste ano. No crédito rotativo dos cartões, os juros passaram de 14,3% para 15,28% ao mês.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

A situação se agrava para empresas com financiamentos pré-fixados ou atrelados à inflação, que precisam refinanciar dívidas a taxas muito superiores. Entre as famílias, o BC informa que o endividamento, medido pela relação entre dívida e renda acumulada em doze meses, está em 49%.

Mercado sofre com desvalorização e incertezas no setor bancário

A deterioração do crédito no Brasil já pressiona os preços das ações do setor bancário, segundo Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos. O Índice Bovespa (Ibov) tem apresentado rentabilidade inferior ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) no acumulado dos últimos doze meses, com destaque para ações do Banco do Brasil, que recuaram 20,89% no período até o fechamento desta sexta-feira (15).

Esse desempenho, conforme ele, está diretamente relacionado ao aumento da inadimplência no crédito agrícola, segmento no qual a instituição tem forte presença. A avaliação de Patzlaff é de que essa conjuntura abre espaço para oportunidades de compra com múltiplos atrativos no longo prazo, especialmente se os indicadores de calote retornarem aos níveis observados anteriormente.

Para Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos, o setor bancário permanece sob observação do mercado. Tirando os bancos que já reportaram fortes elevações na inadimplência e sofreram quedas acentuadas em suas ações, a maior parte das instituições apresenta desempenho lateralizado.

De acordo com Coelho, embora o setor costume registrar lucros crescentes e tenha características estáveis, o aumento das provisões para devedores duvidosos (PDD) pode interferir no ritmo dos resultados trimestrais e isso já estaria sendo precificado nas ações.

Fundos de investimento enfrentam pressões

O agravamento da inadimplência também tem afetado o mercado de fundos de investimento, especialmente os de crédito privado. Segundo Coelho, muitos desses fundos contam com debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que possuem garantias estruturadas. Por isso, a maior parte desses fundos não sofre grandes efeitos imediatos. Já os fundos bancários referenciados em Depósitos Interfinanceiros (DI), que funcionam como alternativas aos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), podem ter exposição de até 5% ao crédito privado.

  • Fuga do risco local? Gestoras reforçam apostas no exterior para proteger clientes

Nesses casos, mesmo uma quebra pontual na carteira pode levar a um mês de rentabilidade negativa, o que costuma gerar reação entre investidores ultraconservadores, que não toleram perdas mensais. Coelho relembra episódios recentes em que fundos como o Trend DI, da XP, e o Privilege DI, do Itaú, apresentaram desempenho negativo pontual e enfrentaram saídas de investidores que preferiram retornar a produtos como o CDB.

  • Dividendos em dobro ou risco em dobro? A verdade por trás de BBAS3 e BBSE3

Patzlaff, por outro lado, aponta que o aumento da inadimplência também já se manifesta nos títulos com maior risco de crédito. Debêntures de alto rendimento, conhecidas como high yield, assim como CRIs e CRAs ligados ao varejo e ao setor automotivo, vêm registrando perdas contábeis devido ao rebaixamento de emissões e à marcação a mercado negativa. A maior aversão ao risco tem levado investidores a buscar alternativas mais seguras, como o Tesouro Direto ou fundos referenciados em DI, o que tem prejudicado a capacidade de captação de empresas de médio porte no mercado de capitais.

Publicidade

Claudio Felisoni, professor da FIA Business School, chama a atenção para os títulos emitidos por bancos com classificação de crédito inferior. Segundo ele, apesar da renda fixa ter se destacado neste ano, é necessário cuidado com o crédito privado e com os fundos de crédito privado de curto prazo. “O ambiente atual tem provocado alto volume de resgates e elevação dos spreads, o que aumenta o risco para esses investimentos”, diz.

Riscos à vista nos balanços dos grandes bancos

Os balanços financeiros do segundo semestre de 2025 devem ter surpresas negativas relacionadas ao risco de crédito dos grandes bancos. Provisões mais elevadas em instituições como Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, conforme Patzlaff, indicam o aumento dos calotes em segmentos como crédito pessoal, financiamento de veículos e crédito para pequenas empresas. O índice de inadimplência da Serasa, de acordo com ele, confirma essa tendência.

  • Itaú, Bradesco e Santander lucram R$ 21 bi no 2T25, mas preveem cautela nos próximos meses; entenda o cenário

Patzlaff também observa a pressão sobre as margens financeiras dos bancos, causada pela necessidade de maiores provisões e pela redução da concessão de crédito em áreas de maior risco. A performance das carteiras de crédito consignado e imobiliário, que antes mostravam melhor resistência, começa a mostrar sinais de piora.

Há, ainda, uma expectativa negativa em relação aos bancos não só pela inadimplência direta, mas pelo aumento das provisões para perdas. Coelho explica que o impacto recente no agronegócio, intensificado pela imposição das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevam custos logísticos, levando produtores a desistirem de exportações. Esse movimento afeta principalmente bancos com alta exposição ao setor, como o Banco do Brasil, que no primeiro trimestre já apresentou maior inadimplência devido à quebra de empresas como AgroGalax e Petras.

O Safra projeta que o Banco do Brasil terá um lucro líquido de R$ 4,64 bilhões no segundo trimestre deste ano, representando uma queda de 51,1% em relação ao mesmo período de 2024. No trimestre anterior, o banco enfrentou aumento na inadimplência e nas provisões, justamente na carteira do agronegócio.

  • Não é só o agro: outro problema pode mexer com o balanço do Banco do Brasil (BBAS3)

Para o segundo semestre deste ano, o crédito deve apresentar desaceleração generalizada, com crescimento da inadimplência em vários segmentos, conforme Felisoni. As micro e pequenas empresas tendem a registrar aumento nas contas em atraso, assim como os bancos e o segmento de cartões de crédito. O agronegócio, diz ele, merece atenção especial, principalmente para instituições financeiras com elevada exposição nesse setor. O mesmo vale para os fundos de crédito privado de curto prazo que investem em ativos de menor qualidade, que podem enfrentar maiores dificuldades.

É por isso que, neste momento de alto endividamento, quando se trata de renda variável, recomenda-se reavaliar as posições em empresas com elevado endividamento ou que possuem menor capacidade de repassar aumentos de custos aos consumidores porque essas companhias, explica Patzlaff, tendem a enfrentar maiores dificuldades caso o crédito continue restrito por mais tempo e a inadimplência permaneça em níveis elevados. “O investidor que busca proteção ou estabilidade deve manter uma carteira equilibrada, priorizando ativos de maior qualidade de crédito, com duration mais curta, e exposição diversificada a setores menos cíclicos e investidas pontuais em ativos de risco sem comprometer o seu perfil de investimento em caso de calote”, diz.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco do Brasil
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • inadimplência
  • Investimentos
Cotações
10/02/2026 4h27 (delay 15min)
Câmbio
10/02/2026 4h27 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Os melhores cartões de crédito de 2026 para milhas, cashback e mais vantagens

  • 2

    O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

  • 3

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 4

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

  • 5

    Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Imagem principal sobre o FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Logo E-Investidor
FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Imagem principal sobre o Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Logo E-Investidor
Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Imagem principal sobre o FGTS Digital: o que é e para que serve?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: o que é e para que serve?
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje acompanha IPCA no Brasil e inflação nos EUA em dia carregado de dados
Mercado
Ibovespa hoje acompanha IPCA no Brasil e inflação nos EUA em dia carregado de dados

Mercado inicia a terça-feira (10) atento à inflação doméstica, indicadores americanos e leilões globais de títulos públicos

10/02/2026 | 04h00 | Por Igor Markevich
Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) salta 7,5%; Hapvida (HAPV3) tem maior queda
Mercado
Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) salta 7,5%; Hapvida (HAPV3) tem maior queda

Dia foi de ganhos para grandes bancos, com Itaú (ITUB4) em alta de 3,34% e Santander (SANB11) em valorização de 5,98%

09/02/2026 | 19h35 | Por Beatriz Rocha
Por que a Genial rebaixou a recomendação de Gerdau (GGBR4) após alta de 32% das ações em 4 meses
Mercado
Por que a Genial rebaixou a recomendação de Gerdau (GGBR4) após alta de 32% das ações em 4 meses

Casa avalia que o fluxo estrangeiro para a B3 e possíveis medidas antidumping no aço impulsionaram os papéis da Gerdau, mas limita ganhos adicionais

09/02/2026 | 18h30 | Por Camila Vech
Goldman Sachs prevê o dobro de IPOs e valor recorde de US$ 160 bi nos EUA em 2026
Mercado
Goldman Sachs prevê o dobro de IPOs e valor recorde de US$ 160 bi nos EUA em 2026

Dentre as aberturas de capitais previstas, as únicas brasileiras são o Picpay e o gaúcho Agibank, que deve precificar sua oferta nesta semana

09/02/2026 | 18h00 | Por Aline Bronzati

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador