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Dividendos em peso, desafios em 2026 e agro no radar: BB Seguridade abre o jogo para os investidores

BBSE3 promete alegrar investidores no 2º semestre, mas 2026 vai testar a paciência: será hora de comprar?

Por Katherine Rivas

24/09/2025 | 3:00 Atualização: 23/09/2025 | 22:57

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Muito barata, vaca leiteira de carteirinha e com dividendos robustos à vista, mas também com surpresas no radar. A BB Seguridade (BBSE3), uma das queridinhas da “jacarezada”, passou pelo Raio-X da coluna Dividendo à Vista e revelou ao investidor o que esperar em 2025 e 2026. Tem notícia boa e ruim.

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A seguradora é atualmente a maior pagadora de dividendos em 2025, segundo a Comdinheiro até agosto, distribuindo R$ 4,26 por ação, equivalente a 11,32% de dividend yield.

Nesta coluna, trago os destaques da entrevista com Rafael Sperendio, CFO da BB Seguridade. Ele falou sem rodeios sobre agronegócio, parceria com Banco do Brasil, juros, payout, dividendos e recompras de ações. E, como sempre, acrescento minha visão sincera sobre a empresa.

Resultado operacional e financeiro

Uma seguradora lucra de duas formas: pela venda de seguros, mais atrativa com juros baixos, ou pelo resultado financeiro, rendimento dos prêmios investidos atrelados ao CDI, que ganha força com juros altos.

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Segundo Sperendio, cada variação de 1 ponto percentual da Selic representa R$ 100 milhões no lucro da seguradora, para cima ou para baixo. Com a Selic em 15% e perspectiva de estabilidade até o fim de 2025, a queda do operacional deve ser compensada pelo financeiro. “Com a Selic mais alta, o financeiro compensa a queda do operacional e muda pouco a nossa expectativa de lucro líquido”, afirma.

O guidance operacional foi revisto após a taxação de 5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre planos de previdência VGBL acima de R$ 300 mil (R$ 600 mil em 2026), afetando receitas da BB Corretora, somada à desaceleração em crédito rural e prestamista.

Segundo o CFO, 2025 não preocupa, mas, para 2026, Sperendio antecipa um ano mais difícil, já que a seguradora consome receitas acumuladas. Ele lembra que a venda de seguros gera prêmio imediato, mas a receita é diluída ao longo de 2 a 5 anos. “Quando tenho desaceleração das vendas, isso afeta pouco o curto prazo. Já o resultado financeiro impacta no mesmo dia que sobe ou cai”, explica.

O vale de baixa deve durar 1 a 1,5 ano, até que o operacional volte a engrenar. “Quando os juros caírem, aumenta o crédito. A projeção é a partir do 1º trimestre de 2026, e devo ter mais espaço para vendas de seguros”, diz.

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Será apenas um período de transição, amenizado pelo resultado financeiro, com expectativa de recuperação em 2027 e 2028. Mas é inevitável que o desempenho em 2026, seja aquém do esperado.

Dividendos em 2025 e 2026

Depois da má notícia, vem a boa: se 2026 será de vacas magras, em 2025 elas estarão obesas, com lucros e dividendos robustos.

Historicamente, a BB Seguridade distribui 80% do lucro, mas desde 2019 a prática tem sido 90%. Para 2025, Sperendio afirma que há condições de superar os 90% de payout. “A dinâmica, robustez e resiliência do nosso negócio devem favorecer um bom resultado com farta distribuição de proventos principalmente no segundo semestre”, disse.

No 1º semestre, a companhia distribuiu R$ 3,77 bilhões (R$ 1,94 por ação) e há capacidade de pagar mais no 2º, dependendo do Conselho. Para quem ainda duvidava se vale a pena aproveitar o desconto das ações, a resposta pode estar aqui.

Em 2026, o payout de 90% será mantido, mas com lucros menores, reduzindo o volume de dividendos. Sperendio avalia que a ação não deve recuar muito, pois a redução dos proventos já pode estar precificada.

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Questionei sobre a opção de guardar caixa para suavizar a transição em 2026, o CFO respondeu que é mais eficiente deixar o dinheiro nas mãos do investidor. “Se o investidor receber esse mesmo valor, pode ter um retorno até maior do que a seguradora”, afirmou, defendendo que reter caixa e alocar em título público seria desnecessário.

Dividendos trimestrais

Um tema recorrente é quando a BB Seguridade pagará dividendos trimestrais, como a Caixa Seguridade. O entrave está na BB Corretora, responsável por quase 80% da receita e que, por lei, só pode repassar lucros semestralmente. Como distribui 100% das receitas sem reserva, isso trava pagamentos trimestrais.

Um gestor, sob anonimato, avalia que a prática se mantém por comodismo. “É um padrão de anos e o controlador (Banco do Brasil) está confortável com isso. Não há intenção de agradar o investidor pessoa física e mudar para trimestral”, disse.

Sperendio reconhece que o tema está no radar, mas não vê atratividade na mudança. Repasses menores das demais subsidiárias poderiam viabilizar pagamentos trimestrais, mas não compensariam. “Preferimos ter flexibilidade de pagar dividendos extraordinários do que proventos trimestrais, porque há oscilações na receita, como na previdência”, afirmou.

Hoje, os pagamentos ocorrem em fevereiro e agosto e a política deve seguir assim, sem descartar dividendos extras caso haja caixa disponível.

Impacto do agro e blindagem

Uma dúvida recorrente é se a crise de inadimplência do agro atinge a BB Seguridade. Segundo Sperendio, a seguradora só indeniza perdas climáticas. “Se não for climático, o problema se restringe ao Banco do Brasil e ao produtor”, afirma.

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O efeito vem da menor contratação de seguros rurais, mas diluído em vários anos, reduzindo o impacto imediato. O mercado de crédito rural é mais desenvolvido que o de seguro, que cobre apenas 7% da área plantada. “Estamos em estágio inicial, por isso há oportunidades de compensar uma desaceleração”, diz o CFO.

No 1º semestre, a queda de quase 30% no seguro agrícola foi equacionada, com riscos divididos com resseguradores. Apenas 2% ficam com a BB Seguridade. A medida do governo para liberar R$ 12 bilhões ao agro, que animou o Banco do Brasil, tem efeito indireto e pouco relevante para a seguradora, segundo Sperendio.

Dependência do Banco do Brasil

A BB Seguridade ainda depende fortemente do Banco do Brasil, vendendo a maior parte de seus seguros pelos canais do banco. Hoje, mais de 90% da receita da seguradora vem do controlador, que recebe entre 30% e 50% do lucro da BB Seguridade.

Embora diversifique receitas, como com a corretora digital Ciclic, Sperendio não espera mudança significativa. “É difícil convencer um consumidor a comprar seguro a mar aberto em plataforma digital. Funcionam para pequenas inserções, mas preferimos investir nos canais do banco”, explica.

Sobre o fim da parceria entre BB e BB Seguridade em 2031, o CFO se mostra tranquilo: “O banco tem quase 70% da empresa, a seguradora é praticamente dele. Não há probabilidade de que a parceria acabe”, afirma.

Ação barata e recompras

Negociando a 7,46 vezes preço sobre lucro (P/L), a BB Seguridade está muito barata, abaixo de Caixa Seguridade (9,86) e Porto (10,58). O CFO concorda.

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Apesar disso, ele diz que não há planos de novas recompras de ações em 2025, pois afetaria o Banco do Brasil. “Enquanto a ação BBSE3 poderia ser recomprada a R$ 32, para o banco o custo de estoque é de R$ 4, então há impacto negativo. O banco precisaria ter apetite para que a gente recompre”, explica Sperendio.

Sobre o programa recente de R$ 1,8 bilhão em ações, os papéis em tesouraria não devem ser cancelados em 2025, segundo o CFO.

Visão sincera e opinião de mercado

O cenário para 2025 é favorável e os dividendos robustos devem animar a jacarezada. BB Seguridade é uma boa oportunidade no radar, com ótimos resultados esperados, apoiados pela receita financeira.

Para 2026, as coisas complicam um pouco, mas nada alarmante para quem investe no longo prazo. É um teste de paciência, afinal toda empresa tem ciclos.

Sperendio abriu o jogo, mostrando pontos positivos e delicados na entrevista. Diferente da concorrente Caixa Seguridade, que economizou nas palavras, a BB Seguridade apresentou à coluna o cenário completo aos investidores. Transparência é um ativo valioso e traz mais tranquilidade aos acionistas.

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A parceria com o Banco do Brasil deve ser renovada e há blindagem no agro. BB Seguridade passou no teste: estarei de olho nos proventos em 2025, respirando firme em 2026 e surfando na retomada em 2027.

Alguns analistas concordam. Bruno Oliveira, do Vida de Acionista, projeta lucros e dividendos elevados em 2025, mas leve queda de 10% em 2026 devido ao IOF, com dividend yield de 12% e R$ 4 por ação líquidos, levando em conta pagamentos em fevereiro de 2026.

Milton Rabelo, da VG Research, vê a redução dos dividendos em 2026 como desafio de curto prazo, mas que não muda fundamentos. “BBSE3 é um investimento óbvio na Bolsa e alia resiliência, distribuição de proventos e valuation convidativo”, afirma. Ele projeta dividend yield de 10,6% nos próximos 12 meses e recomenda comprar até o preço-teto de R$ 38,30.

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