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Mercado

Onda liberal na América Latina pode antecipar valorização de ativos brasileiros?

Eleições em países latino americanos indicam guinada à direita. Veja como posicionar a carteira

Por Leo Guimarães
Editado por Geovana Pagel

07/10/2025 | 5:30 Atualização: 06/10/2025 | 20:49

Próximos 12 meses prometem formar expectativas de como se darão as eleições brasileiras de 2026. Foto: AdobeStock
Próximos 12 meses prometem formar expectativas de como se darão as eleições brasileiras de 2026. Foto: AdobeStock

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A um ano das eleições no Brasil, as análises sobre os pleitos em países latino-americanos indicam que o pêndulo político estaria se voltando para a direita no continente. Governos desse espectro costumam ser vistos como mais favoráveis a investimentos e produtividade, em contraste com a esquerda, tradicionalmente associada a uma visão mais estatal de proteção e regulação do mercado.

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Segundo Frederico Nobre, gestor de investimentos da Warren, um cenário de governos liberais e pró-mercado na América Latina tende a favorecer ativos de risco, como ações e moedas locais. “Essas classes costumam reagir positivamente à perspectiva de estabilidade e previsibilidade institucional”, afirma.

Ele observa que o enfraquecimento recente do dólar também tem contribuído para valorizar moedas emergentes, incluindo o real, e que o desempenho das moedas latino-americanas não depende apenas da política doméstica, mas também da postura do governo dos Estados Unidos e da trajetória dos juros globais.

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Com pleitos importantes acontecendo já agora em outubro na Bolívia e Argentina, os próximos 12 meses prometem formar expectativas sobre o processo no Brasil em 2026. Para os analistas, a vitória de candidatos liberais e pró-mercado pode antecipar valorização de ativos brasileiros e abrir oportunidades na diversificação das carteiras do investidor, hoje muito focada em renda fixa.

Segundo o BTG Pactual, o movimento se confirma nas principais economias andinas e do Cone Sul. No Peru, com eleições marcadas para abril, o banco projeta vitória de um candidato de centro-direita em 2026, sustentada por uma agenda de segurança e combate à corrupção – temas que impulsionam candidaturas conservadoras na região.

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Na Colômbia, os levantamentos citados pelo BTG mostram mais de 70% das intenções de voto concentradas em nomes ortodoxos ou liberais, enquanto na Bolívia e no Chile o avanço da direita decorre da fragmentação das coalizões de esquerda. O BTG descreve a Argentina como um “teste de resistência” da agenda liberal de Javier Milei. Mesmo com recessão e inflação ainda alta, o banco vê resiliência do eleitorado pró-mercado e avalia que o governo mantém competitividade nas eleições legislativas de 2025.

O que fazer com a carteira de investimentos antes da eleição?

O time da Empiricus trabalha com três teses de investimento para atravessar esse período pré-eleitoral. “Considerando que existe uma chance relevante de alternância de poder, existe outra também relevante de multiplicação de capital em ativos brasileiros que estão muito descontados em duas vertentes, principalmente ações e o juro mais longo”, considera o analista da casa de research Matheus Spiess.

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“Ao mesmo tempo, ainda no ponto de vista doméstico, você pode se blindar com caixa, que rende dois dígitos”. Ele se refere a aplicações em CDI e Selic, que funcionam como um colchão de liquidez para proteção de patrimônio no curto prazo, aproveitando que o juro no Brasil ainda rende dois dígitos.

Na visão do especialista, embora o Ibovespa hoje esteja em níveis nominais próximos de recorde, as ações ainda estão baratas quando medidas em dólar e pelos múltiplos de preço de mercado das empresas. Ele vê assimetria positiva em papéis sensíveis ao ciclo econômico, que tendem a reagir à queda de juros e à melhora de expectativas políticas.

Neste caso, a ideia é que, se houver alternância de poder para um governo mais fiscalista, o movimento pode multiplicar o capital investido em Bolsa. A fala do especialista sugere ações domésticas cíclicas, “as mais sensíveis do Brasil”, que estão em setores como bancos, varejo, construção e consumo. Esses são segmentos que reagem diretamente aos juros.

Ao contrário da visão da Empiricus, a Warren evita montar posições apostando em resultados eleitorais. “Não fazemos movimentos táticos em função de eleições”, afirma Nobre. “As nossas decisões de alocação partem da assimetria de preços.  Se a bolsa está muito barata, compramos mais. Se está cara, reduzimos exposição. Mas sempre dentro de uma carteira equilibrada e diversificada entre classes e geografias.”

Na América Latina o cenário é de rejeição aos incumbentes

Mais do que uma simples virada à direita, a Empiricus vê na atual conjuntura a consolidação de um ciclo global de rejeição ao incumbente, num movimento que atravessa mais de uma década. No ciclo de 2011 a 2014, houve a manutenção de governos de esquerda na Argentina, Estados Unidos e Brasil (Cristina Kirchner, Barack Obama e Dilma Rousseff).

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Esse movimento deu lugar, entre 2015 a 2018, a uma guinada à direita com Maurício Macri, Donald Trump e Jair Bolsonaro. Depois (2019 a 2022), nova inflexão à esquerda com Alberto Fernández, Joe Biden e Lula. Agora, uma nova inversão de pêndulo parece em curso, com Javier Milei, o retorno de Donald Trump e com o Brasil ainda indefinido para 2026.

Essa alternância de ciclos ideológicos também aparece nos relatórios do BTG, que identificam um padrão de “saturação do incumbente” após longos períodos de governos de um mesmo espectro político. Com isso, a população tende a buscar o oposto — seja na guinada liberal de Milei, na ascensão dos conservadores no Chile ou na rejeição crescente ao populismo de esquerda na Colômbia.

O resultado por aqui, no entanto, pode ser diferente, como ocorreu no México. Lá, nas eleições de junho de 2024, Claudia Sheinbaum, ex-prefeita da Cidade do México e alinhada aos ideais da esquerda, venceu com ampla margem e manteve o poder do partido governista. Caso isso se repita no Brasil, com Lula ou qualquer candidato apoiado por ele, o desafio será superar a desconfiança do mercado em relação a uma nova política fiscal. Com o juro real acima de 7%, é consenso entre os analistas que essa situação não seja sustentável.

Títulos atrelados à inflação mantém relevância em qualquer cenário

Caso não ocorra uma correção na trajetória dos gastos do governo, a política monetária de juros altos do Banco Central tenderá à perda de capacidade de segurar a inflação. O efeito disso será o de juros reais caindo também, mesmo sem ajuste, pois a inflação vai se aproximar cada vez mais dos juros nominais, hoje em 15%.

Por isso, tanto pela solução, quanto pelo risco, os títulos de renda fixa IPCA + devem permanecer como parte importante do portifólio. “Investimentos indexados à inflação conseguem capturar os dois cenários. Protegem o principal da inflação e permitem lucrar com a queda do juro real”, diz Spiess. “Caso haja reforma fiscal, ele vai te trazer esse juro real, que está acima de 7%, para algo como 5%. Então você vai ganhar na marcação a mercado”, completa.

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Para a Warren, os papéis IPCA + (NTN-Bs) com vencimentos intermediários em 2032 e 2035 são as melhores opções. “O juro real embutido nesses títulos ainda é muito gordo e dá para carregar por um bom tempo”, diz Frederico Nobre. Ele pondera que ativos isentos como debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócios (CRIs e CRAs) tiveram uma compressão muito forte de spreads nos últimos meses e hoje estão pagando menos que os IPCA +, por causa da alta demanda. “Isso inverte a lógica tradicional do mercado.” 

Para ele, a diferença de prêmio compensa abrir mão da isenção fiscal. “A NTN-B tem liquidez diária, baixo risco e proteção direta contra a inflação. Já nos isentos, o investidor precisa ser muito mais seletivo, porque há risco de crédito e prazos longos. No atual momento, preferimos o Tesouro IPCA+ a esses papéis, principalmente enquanto o prêmio de crédito estiver comprimido.”

Internacionalização da carteira para diversificar riscos

Outro ponto defendido pelo time da Empiricus é a internacionalização da carteira. Com o processo de investir no exterior hoje mais simples e acessível, Matheus Spiess recomenda alocar entre 15% e 30% do portfólio em moeda forte, distribuindo recursos entre regiões e classes de ativos. Entre as alternativas, cita metais preciosos como o ouro e a prata, que funcionam como proteção em tempos de incerteza, além de uma pequena exposição em criptomoedas. “O importante é diversificar em moedas que não a sua.”

Frederico Nobre reforça que carteiras moderadas e arrojadas devem conter ativos internacionais, como renda fixa global, ações estrangeiras, ouro e criptomoedas. “Eles funcionam para descorrelacionar riscos e protegem a carteira em períodos de incerteza política ou fiscal”, argumenta. 

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Apesar do nível elevado das bolsas americanas, Spiess mantém uma visão construtiva e confiante no excepcionalismo das empresas de tecnologia dos Estados Unidos, destacando que, diferentemente de bolhas, a alta atual está sustentada por fundamentos sólidos e lucros crescentes. “Os valuations das companhias estão esticados, mas desta vez há resultados que justificam o preço”, afirma.

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