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Colunista

Eleições, risco fiscal e geopolítica: como proteger seu patrimônio em 2026

Mais do que a busca por retornos expressivos, preocupe-se em ter uma boa estratégia de proteção patrimonial pautada em dados objetivos

Por Eduardo Mira

24/10/2025 | 14:02 Atualização: 24/10/2025 | 14:02

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Carteiras defensivas buscam também proteção contra a volatilidade do dólar. (Foto: Adobe Stock)
Carteiras defensivas buscam também proteção contra a volatilidade do dólar. (Foto: Adobe Stock)

O cenário eleitoral 2026 já está na pauta do dia tanto para os políticos, quanto para o mercado financeiro. Com a proximidade desse ciclo, a incerteza fiscal e política interna se somam a desafios globais, como a reestruturação econômica mundial, a desaceleração da China e o início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos, criando um ambiente de alta complexidade para a tomada de decisões.

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Em um contexto de turbulência e risco fiscal, mais do que a busca por retornos expressivos, é importante que você se preocupe também em ter uma boa estratégia de proteção patrimonial pautada em dados objetivos e não em paixões políticas.

A complexidade do cenário global

As dinâmicas internacionais reforçam a necessidade de cautela. O enfraquecimento recente do dólar, por exemplo, é visto por especialistas não como um sinal de valorização intrínseca do real, mas como um movimento global de perda de força da moeda americana.

Esse fenômeno está ligado ao “fim do excepcionalismo americano”, uma tese que aponta para a perda do monopólio de atratividade dos Estados Unidos como destino de capital desde a crise de 2008. Paralelamente, a desglobalização estratégica e uma “guerra comercial silenciosa”, focada em setores tecnológicos e energia limpa, reposicionam cadeias de produção e aumentam as tensões geopolíticas, impactando diretamente países emergentes.

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Outro fator determinante é a transição estrutural da economia chinesa, que busca migrar de um modelo baseado em investimento pesado e infraestrutura para um focado em consumo e inovação. Essa desaceleração, agravada pela crise imobiliária e envelhecimento populacional, reduz a demanda global por commodities.

Para o Brasil, maior exportador de minério de ferro, soja, petróleo e celulose para a China, isso significa uma pressão imediata sobre as exportações e empresas ligadas a estes setores.

A essa pressão externa, somam-se as decisões do Federal Reserve (Fed), que iniciou em setembro de 2025 o ciclo de corte de juros após um longo período de taxas elevadas. A queda dos juros americanos realoca capital pelo mundo, e o Brasil pode se beneficiar desse fluxo, mas somente se demonstrar “responsabilidade fiscal e estabilidade mínima”.

O peso do risco fiscal doméstico

No front interno, o principal obstáculo ao crescimento e à atratividade do Brasil é o risco fiscal. A percepção de perda de credibilidade na gestão das contas públicas eleva o prêmio de risco do país, forçando o governo a pagar juros mais altos para se financiar.

Essa alta taxa de juros (Selic) não se deve primariamente à inflação descontrolada, mas sim à falta de confiança e à instabilidade fiscal. O descontrole das contas públicas, exemplificado pela caducidade de medidas de arrecadação, impede o Banco Central de realizar cortes significativos na Selic, o que, por sua vez, trava o crédito produtivo e o estímulo à demanda interna.

A estratégia de blindagem: defesa e oportunidade

Considerando o cenário complexo delineado por eleições, risco fiscal e a dinâmica geopolítica, para proteger patrimônio em 2026, considero que a estratégia de investimento deve ser dividida em três pilares: proteção do patrimônio (defesa), preservação do poder de compra e aproveitamento de assimetrias. Para isso, há três caminhos viáveis:

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1. Reserva de oportunidade: liquidez a favor da estratégia
É importante considerar a criação de uma reserva de oportunidade, um caixa estratégico aplicado em fundos de liquidez, que possibilite aproveitar momentos de correção na bolsa de valores.

Em vez de realizar aportes mensais automáticos, uma alternativa interessante é concentrar seus aportes em ações nos momentos de queda, otimizando os preços de entrada.

A paciência em aguardar por esses “momentos de preço” ajudará a potencializar o poder de compra e, consequentemente, os retornos no longo prazo, transformando a volatilidade em uma aliada estratégica. Com a Selic em patamares elevados, essa postura tende a ser vantajosa, já que esse caixa de liquidez estará sendo remunerado de forma atrativa.

2. Diversificação internacional: proteção e potencial de retorno
O segundo caminho, complementar ao primeiro, é a diversificação internacional. Historicamente, em períodos de instabilidade econômica e política no cenário doméstico, o dólar tende a se valorizar, funcionando como uma proteção natural. Além disso, a economia americana deve se beneficiar do ciclo de corte de juros, impulsionando seus ativos em bolsa.

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Dessa forma, a exposição a ativos globais, pelos ETFs (Exchange Traded Funds) com alocação em mercados estrangeiros, BDRs (Brazilian Depositary Receipts) ou ações, não só mitiga os riscos concentrados no Brasil, como também ajuda tanto na preservação quanto na valorização do patrimônio.

3. Proteção avançada: hedge para investidores experientes
Por fim, para investidores mais experientes, há o uso de instrumentos de proteção (hedge) sofisticados, como opções sobre ações ou índices. Esses instrumentos permitem reduzir o impacto de movimentos bruscos do mercado, equilibrando o risco da carteira.

No entanto, para a maioria dos investidores, a combinação entre reserva de oportunidade e diversificação internacional através de ETFs expostos ao mercado externo, stocks e BDRs já representa uma estratégia robusta e eficiente de blindagem patrimonial.

E para quem deseja contar com um suporte para pôr em prática essas estratégias, convido a conhecer a Comunidade Mira, que criei justamente para facilitar essas decisões.

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Nela, os membros contam com o mapeamento contínuo de suas metas versus a performance dos ativos em carteira, além de relatórios mensais, carteiras recomendadas e análises alinhadas às tendências de mercado, visando auxiliar o investidor a agir com clareza e método em meio à volatilidade.

Mantenha o foco no que você controla

Faltando pouco menos de doze meses das eleições, daqui em diante nossa pauta cotidiana será marcada pela volatilidade, muito ruído político e, como sempre, polarizações que, infelizmente, tiram a objetividade de parte dos investidores, interferindo em suas escolhas.

Sugiro que você se mantenha focado naquilo que domina, ou seja, suas metas e as decisões financeiras que vão te deixar mais próximo delas. Lembre-se que crises geram assimetrias e oportunidades, mas para identificar essas oportunidades, você precisa estar atento e livre de vieses.

Uma boa gestão de patrimônio tem como características a consistência, método e estratégia bem estruturada. É essencial não perder de vista que políticos, via de regra, pensam primeiro em seus próprios interesses – então, depositar neles suas esperanças é terceirizar sua vida financeira para alguém que simplesmente não se importa com ela.

Quem se posicionar antes do fluxo, com a carteira blindada e o foco no longo prazo, terá uma vantagem clara.

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