Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,48%, a US$ 4.017,5 por onça-troy.
O humor segue frágil após o fim do maior shutdown da história americana, que deixou o mercado e o Fed “no escuro” quanto aos dados oficiais de emprego e inflação, apesar dos números do setor privado, apontou Aaron Hill, da FP Markets. Segundo ele, um eventual relatório fraco de empregos nesta semana – com contração de vagas no payroll (relatório dos EUA sobre folha de pagamento de setores não-agrícolas) de setembro, que deve ser divulgado na quinta-feira – “pode pressionar o dólar e elevar as apostas em cortes”.
O dólar ainda operava em alta até o fechamento do ouro, o que reduz a atratividade do metal para compradores internacionais.
Já a cautela com a política monetária ganhou força após declarações mais prudentes de dirigentes do Fed. Para Soojin Kim, do MUFG, os dirigentes do banco central americano estão “menos propensos” a se comprometer com um corte de juros após o atraso de indicadores do shutdown, enfraquecendo expectativas para uma política “mais frouxa”.
Segundo ferramenta de monitoramento do CME Group, a probabilidade de um corte em dezembro caiu para cerca de 39,9%, de 52,4% registrado há uma semana.
Para o Sucden Financial, o ouro tende a permanecer volátil: o fim do shutdown reduz a demanda de curto prazo por proteção, mas o metal segue resiliente na faixa de US$ 4.050–US$ 4.100, em meio à incerteza sobre os dados atrasados de outubro.
Com informações da Dow Jones Newswires