Ações da Vale (VALE3) sobem após a mineradora atualizar projeções no Vale Day 2025. (Foto: Adobe Stock)
As ações da Vale (VALE3) avançaram nesta terça-feira (2) após a companhia atualizar o guidance(projeções) para os próximos cinco anos, com novas perspectivas para produção, vendas e investimentos. A empresa realiza também hoje o Vale Day 2025, sua reunião anual com investidores e participantes do mercado financeiro.
No fechamento, a ação ordinária da mineradora brasileira subiu 0,82%, negociada a R$ 68,48. Já o Ibovespa terminou o dia com alta de 1,56%, aos 161.092 pontos, renovando nova máxima histórica.
A mineradora reduziu as projeções de produção de minério de ferro para 2026, passando a esperar entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas da commodity. No guidance divulgado no fim do ano passado, a estimativa para 2026 variava de 340 milhões a 360 milhões de toneladas.
Para 2030, a previsão foi mantida em torno de 360 milhões de toneladas. Neste ano, a Vale deve encerrar com produção de 335 milhões de toneladas da principal matéria-prima do aço.
A companhia estima ainda um retorno do fluxo de caixa livre ao acionista (free cash flow yield) entre 6% e 14% em 2026. Como a empresa possui uma política de distribuição que prevê repassar pelo menos 30% do fluxo de caixa livre na forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), essa métrica se torna relevante para investidores focados em renda passiva.
A Vale informou também que deve investir entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, e cerca de US$ 6 bilhões em 2027. Até o fim deste ano, segundo comunicado enviado à CVM, o aporte previsto é de US$ 5,5 bilhões.
Os papéis da mineradora também refletem a alta de 0,50% do minério de ferro na China, que impulsiona o desempenho das empresas do setor na B3.
Como o mercado avalia o novo guidance da Vale
Para o sócio da Fatorial Investimentos, Fabio Lemos, a empresa entregou um pacote de projeções conservador e bem alinhado à previsibilidade exigida pelo mercado. “Além disso, a queda gradual dos desembolsos ligados a Brumadinho e Mariana melhora a visibilidade de fluxo de caixa, um ponto que o mercado destacava como crucial para sustentar dividendos”, avalia.
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Já o Itaú BBA avalia o novo guidance da Vale como ligeiramente positivo. O banco destaca, em relatório divulgado nesta terça-feira, que as diretrizes atualizadas enfatizam o foco da nova gestão na alocação de capital, com revisões para baixo nas projeções de despesas de capital.
“Espera-se um sólido desempenho operacional, apoiado por melhorias contínuas na produção tanto de minério de ferro quanto de metais básicos, e custos relativamente estáveis, com o melhor desempenho operacional compensando a inflação em 2026”, destacam os analistas Daniel Sasson, Edgard Pinto de Souza e Marcelo Furlan Palhares do banco.
O Itaú BBA mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para a Vale (VALE3), com preço-alvo de R$ 75 ao fim de 2026, o que representa potencial de valorização de 10,4% em relação ao fechamento do papel no pregão de ontem.
A nota publicada às 11h51 informou incorretamente no primeiro parágrafo o valor de investimentos previsto pela Vale para o ano de 2026. O correto é uma faixa entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões e não US$ 5,5 bilhões e US$ 5,7 bilhões como constava.