• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Por que a desconcentração bancária torna o Brasil mais rico

Aumento da concorrência no sistema financeiro faz a sociedade poupar R$ 96 bilhões em tarifas por ano

Por Einar Rivero

24/12/2025 | 7:30 Atualização: 23/12/2025 | 20:11

Receba esta Coluna no seu e-mail
Concorrência e digitalização reduziram drasticamente o custo dos serviços bancários no Brasil, ampliando o acesso ao investimento e fortalecendo a economia, segundo dados do Banco Central. (Imagem: Adobe Stock)
Concorrência e digitalização reduziram drasticamente o custo dos serviços bancários no Brasil, ampliando o acesso ao investimento e fortalecendo a economia, segundo dados do Banco Central. (Imagem: Adobe Stock)

Há várias teorias sobre por que é difícil para os brasileiros melhorarem sua condição econômica. Uma das razões é a limitação de acesso a serviços bancários eficientes, competitivos e adequados às suas necessidades. Esse não é um desafio restrito à renda, mas sim ao acesso: por décadas, grande parte da população simplesmente não tinha alternativas reais de investimento ou serviços financeiros de baixo custo.

Leia mais:
  • O que a quebra do Banco Master realmente revela sobre a segurança do sistema financeiro brasileiro
  • Juros altos ou governança frágil? Lições dos casos Oi, Americanas e Ambipar
  • Dividendos disparam no 3º tri, alcançam R$ 71,5 bilhões e redesenham o mapa da renda corporativa
Cotações
12/02/2026 2h37 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 2h37 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Complicou? Não deixe que o jargão econômico confunda você. Na prática, tudo isso significa que, quando existem poucas opções, o consumidor tem pouco poder de escolha. Mas quando novas instituições chegam oferecendo serviços digitais, tarifas menores e acesso simplificado ao investimento, o benefício se espalha.

Publicidade

Observando-se os dados do Banco Central (BC), é possível notar que a entrada de plataformas de investimento no varejo teve um efeito significativo na renda dos clientes. Os números não dão margem a dúvida: a tarifa média dos cinco maiores bancos de varejo era de R$ 93,53 por mês há três anos. É fato que houve uma queda nominal de 9,2% nesses preços atualmente. A tarifas médias mensais recuaram para R$ 84,93 em 2024 pelo aumento da concorrência.

Porém, plataformas e bancos digitais cobram uma fração muito pequena desse valor: em 2024, a tarifa média dos maiores participantes do mercado era de R$ 2,49. E a redução desde 2022 foi muito maior que a dos bancos tradicionais: caiu 31,2%, ante a média de R$ 3,62 cobrada três anos antes.

Você leu certo. Em 2024, dado mais recente, a tarifa média dos bancos tradicionais era de R$ 84,93 por mês. A tarifa média mensal dos bancos digitais e plataformas financeiras era de R$ 2,49, ou 2,93% do que os gigantes do varejo cobram.

Por que isso ocorre? Ao dispensarem estruturas caras como redes de agências (e o pessoal para trabalhar nelas) e movimentação de numerário, só para ficarmos em dois exemplos, essas empresas têm custos muito menores. Isso lhes permite repassar essa eficiência e cobrar menos do cliente, sem abrir mão do lucro. O segredo da agilidade e dos custos competitivos é a ausência de sistemas antigos e a uma “filosofia” digital, que torna os processos muito mais rápidos.

Publicidade

O impacto disso sobre a economia nacional é gigantesco. Vamos fazer uma conta rápida. Suponha que o cliente A foi atendido por um dos cinco grandes bancos tradicionais por 36 meses, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024. O cliente B migrou para um banco digital no fim de 2021 permanece assim desde então.

Para economizar a aritmética, vamos diretamente para os resultados. Considerando-se as tarifas médias, nesses 36 meses o cliente A, dos bancos tradicionais, gastou R$ 3.200,52 com tarifas (R$ 1.122,36 em 2022, R$ 1.059,00 em 2023 e R$ 1.019,16 em 2024).

O cliente B, dos os bancos digitais e plataformas financeiras, gastou R$ 105,48 nesse período. Sim, apenas 3,3% do gasto do cliente A. Em três anos, isso representou mais R$ 3.095,04 no bolso. Sem abrir mão de nenhum benefício e tendo acesso aos mesmos produtos e serviços por um custo muito menor. E aqui está o ponto central: quando mais pessoas têm acesso a serviços mais baratos, ágeis e digitais, não é apenas o indivíduo que ganha, é o país inteiro. Democratizar o acesso ao sistema financeiro significa permitir que milhões de brasileiros possam investir e movimentar seu dinheiro com menos barreiras e custos.

Temor pela solidez dos bancos tradicionais? Não há riscos. Grande parte desses clientes são pessoas que antes simplesmente não tinham acesso a serviços bancários modernos, eficientes e integrados a plataformas de investimento. A digitalização não “tirou” clientes dos grandes, ela expandiu o mercado ao permitir que milhões de brasileiros pudessem, pela primeira vez, investir ou abrir uma conta com facilidade.

Publicidade

Ao tornarem os serviços financeiros acessíveis a um exército de cidadãos que não tinha essa possibilidade, e ao ampliarem de forma inédita o acesso ao investimento e à vida financeira digital, as plataformas financeiras melhoram a autonomia financeira da população e fortalecem a economia.

Esse movimento de desconcentração não se limita à redução de tarifas ou à digitalização de serviços. Ele reflete uma transformação mais profunda na arquitetura do sistema financeiro, marcada pela maior pluralidade de modelos e pela especialização de funções entre emissores de crédito e plataformas de distribuição.

Nos sistemas menos concentrados há uma concorrência e convivência entre diferentes modelos. Isso amplia o acesso, reduz assimetrias e fortalece a eficiência alocativa. A pluralidade não fragiliza o sistema. Pelo contrário, ela reduz dependências excessivas, dilui riscos e torna o mercado mais resiliente.

É errado confundir esses papéis, atribuindo responsabilidades a agentes com funções distintas. Fazer isso produz o efeito oposto. A experiência internacional mostra que sistemas financeiros mais robustos são aqueles em que o risco de crédito permanece claramente alocado nos emissores. As plataformas e os canais de distribuição ampliam a concorrência, a transparência e o acesso ao crédito. Preservar essa separação é essencial para evitar concentração excessiva, encarecimento do crédito e redução da oferta de serviços.

Publicidade

Por isso, faz todo o sentido que o regulador continue fomentando a concorrência, a inovação tecnológica e a democratização do acesso ao investimento, permitindo que parcela significativa da renda do brasileiro possa ser direcionada ao consumo e à poupança. Em última instância, quem reduz concentração melhora preço, amplia o acesso ao crédito e aumenta a eficiência do sistema financeiro como um todo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Central
  • Banco digital
  • sistema financeiro

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador