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Para a sessão desta terça, o principal índice da B3 não só manteve alta, como também registrou o maior fechamento em nove anos, com ganhos de 33,95%. Já o dólar hoje encerrou o dia com queda de 1,43%, cotado a R$ 5,48. Em 2025, a queda chega a 11,38%.
Os ganhos no Índice Bovespa hoje contrariaram a falta de ânimo nos índices de Nova York, que operam em queda desde a abertura.
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A Bolsa hoje reagiu à queda da taxa de desemprego — que atingiu o menor nível da série histórica atual — com movimentos amplificados pela baixa liquidez típica do fim de ano.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no trimestre encerrado em novembro recuou para 5,2%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O indicador veio acompanhado de recorde no número de pessoas ocupadas (103,2 milhões) e no total de trabalhadores com carteira assinada (39,4 milhões).
Os dados indicam força da economia e do consumo e favorecem o mercado de ações, embora possam gerar receios de prolongamento do período de manutenção da Selic em níveis elevados. Essa leitura foi parcialmente confirmada pelos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro, divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O mercado de trabalho brasileiro criou 85.864 vagas formais no mês, acima da mediana das projeções do mercado, que apontava para saldo positivo de 79.120 postos, segundo o Projeções Broadcast. O resultado decorre de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos. Apesar do desempenho melhor que o esperado, o saldo é 19% menor do que o registrado em novembro de 2024, reforçando sinais de desaceleração gradual na geração de empregos. No acumulado de janeiro a novembro, o saldo segue positivo em 1,895 milhão de vagas, abaixo do observado no mesmo período do ano passado.
A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, divulgada nesta terça-feira (30), revelou uma divisão mais clara dentro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) sobre o corte de juros decidido em dezembro. O documento mostra que alguns membros que apoiaram o alívio monetário poderiam também ter endossado a manutenção das taxas, evidenciando dúvidas quanto ao momento adequado para flexibilização. Ainda assim, a maioria dos participantes avaliou que um afrouxamento adicional pode ser apropriado caso a inflação continue desacelerando.
No debate inflacionário, vários membros destacaram a expectativa de que o impacto das tarifas sobre os preços de bens básicos diminua, embora alguns tenham expressado incerteza sobre quando esses efeitos se dissiparão ou até que ponto serão repassados ao consumidor final. A ata também indicou que os dirigentes consideram que o nível de reservas bancárias caiu para patamares suficientes, o que tornaria apropriado iniciar compras de títulos de curto prazo para gestão da liquidez, sem sinalizar mudança na orientação da política monetária.
Fora do noticiário macroeconômico, a acareação prevista para esta terça-feira em investigação sobre o Banco Master ainda pode ser cancelada, segundo informações do Supremo Tribunal Federal (STF). A delegada da Polícia Federal responsável pelo colheu depoimentos do diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, e dos investigados Daniel Vorcaro, presidente do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), de forma individual. A acareação só ocorrerá se a autoridade policial considerar necessária a comparação entre as versões.
Os índices de ações de Nova York operam em queda, antes da ata do Fed, após uma rodada de perdas em Wall Street, que levou a recuos nas bolsas asiáticas nesta sessão. Na Ásia, chama atenção a alta acumulada de 76% da Bolsa da Coreia do Sul em 2025, o maior ganho em 26 anos.
Na Europa, os mercados avançam sustentados por ações do setor de mineração, em meio à recuperação dos preços do ouro e da prata, após fortes perdas na sessão anterior. A liquidez segue reduzida em uma semana encurtada pelo feriado de Ano-Novo.
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Quanto à ata da última reunião de política monetária do Fed — quando o banco central dos EUA cortou os juros básicos pela terceira vez consecutiva —, a expectativa é que o documento reforce a sinalização recente de uma pausa nos cortes já em janeiro.
Enquanto isso, o dólar hoje apresentou leve avanço frente às moedas fortes, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) exibiram altas moderadas.
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi equivalente ao piso das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. O teto das projeções era de 5,6%, e a mediana estava em 5,5%.
A economista Claudia Moreno, da C6 Bank, acredita que o mercado de trabalho continuará forte ao longo dos próximos meses e até o fim do ano que vem. “Nossa projeção é de que a taxa de desemprego termine 2025 e 2026 abaixo de 6%, um patamar historicamente baixo para o Brasil”, avalia.
Para a economista, os dados da Pnad reforçam a expectativa de manutenção da taxa Selic em 15% na reunião de janeiro do Copom. “Acreditamos que o ciclo de cortes deve começar em março, com os juros chegando a 13% no fim de 2026”, observa Moreno.
Para o Caged de novembro, esperava-se um número mais fraco em relação ao observado na divulgação anterior, de acordo com economistas consultados pelo Projeções Broadcast, com previsão de 79.120 vagas. Os analistas apontam que o dado reforça a leitura de desaceleração do mercado de trabalho.
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“É comum que, em novembro, observemos destruição líquida de vagas na agropecuária, na indústria e na construção civil”, afirma o economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence. “Em contrapartida, o setor de comércio tende a impulsionar a criação de vagas, junto com o maior setor do país, o de serviços.”
Os números do mercado de trabalho brasileiro e das contas públicas guiaram os ativos, que mantiveram-se atentos ao cenário externo e à possível acareação sobre o “caso Master”.
Nos juros futuros, os investidores focaram nas divulgações do dia e no reajuste das tarifas de ônibus e metrô em São Paulo, além do desempenho dos Treasuries.
O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro, após um superávit de R$ 32,392 bilhões em outubro, informou o Banco Central. Em novembro de 2024, o déficit foi de R$ 6,620 bilhões.
O Ibovespa hoje chegou ao seu último ato do ano. Investidores avaliaram dados do mercado de trabalho brasileiro relativos a novembro, medidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No exterior, o destaque do dia é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
O mercado financeiro ainda acompanhou uma possível acareação entre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos.
Ainda no cenário doméstico, o Banco Central (BC) divulgou o resultado do setor público consolidado de novembro, indicador que aponta se o governo registrou déficit ou superávit primário no mês, enquanto o Tesouro Nacional apresenta o Relatório Mensal da Dívida Pública, com detalhes sobre o endividamento federal.
No exterior, a agenda dos EUA trouxe também o Índice de Gerentes de Compras (PMI) dos EUA medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) de Chicago. O PMI da China será divulgado ao final do dia.
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Gustavo Nicoletta, Juliana Garçon, Maria Regina Silva e Silvana Rocha, do Broadcast
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