• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

Ações de petroleiras para investir na era pós-Maduro: quem sai na frente e o efeito da Venezuela nos mercados

Não é só petróleo; veja os setores que devem despontar em uma possível reconstrução do país invadido por Donald Trump

Retrato de busto sob fundo azul escuro.
Por Murilo Melo
Editado por Wladimir D'Andrade

15/01/2026 | 5:30 Atualização: 14/01/2026 | 19:59

Invasão americana na Venezuela pode indicar tentativa de Donald Trump para ampliar o controle sobre a oferta de petróleo do Hemisfério Ocidental. (Foto: Adobe Stock)
Invasão americana na Venezuela pode indicar tentativa de Donald Trump para ampliar o controle sobre a oferta de petróleo do Hemisfério Ocidental. (Foto: Adobe Stock)

A captura de Nicolás Maduro após uma operação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recolocou a Venezuela no centro das atenções globais e mexeu com o humor dos mercados. A invasão trouxe de volta um tema que nunca sai totalmente de cena: o papel do petróleo venezuelano na geopolítica. Em poucas horas, o episódio saiu do campo político e entrou no radar de investidores atentos a preço, oferta e risco – inclusive em ações de petroleiras para investir.

Leia mais:
  • Payroll, dólar e Venezuela: a tríade que mexe com os mercados e o bolso do investidor
  • Como a invasão dos EUA na Venezuela pode mudar a dinâmica de mercado para a Petrobras?
  • Caso Master expõe riscos de CDBs, coloca FGC sob pressão inédita e dá lição a investidor
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Crise na Venezuela, petróleo no radar e defesa em alta: por que o BTG mantém compra da Embraer

Especialistas avaliam que o movimento adiciona tensão no curto e no médio prazos, sem mudar a lógica mais ampla do mercado global de petróleo. Isso porque a produção da Venezuela segue limitada, distante dos níveis históricos, após anos de sanções, falta de capital e deterioração da infraestrutura. Não é à toa que, segundo eles, o comportamento do setor continua ligado às decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), à produção dos EUA – em especial do shale (xisto) – e à evolução da demanda mundial.

Ainda assim, o episódio tem peso estratégico para os norte-americanos. É que a economia global passa por uma transição energética, com avanço de carros elétricos, energia solar e outras fontes renováveis, o que reduz gradualmente a relevância do petróleo. Esse processo afeta o sistema dos petrodólares e pressiona o papel do dólar como principal reserva de valor.

Analistas apontam que esse pano de fundo ajuda a explicar por que Trump tenta recolocar os combustíveis fósseis no centro da política externa e energética americana, enquanto China e União Europeia avançam mais rápido na economia verde.

É nesse contexto de disputa estratégica e mudança estrutural do setor que o mercado financeiro passa a diferenciar quem ganha e quem perde espaço no novo jogo do petróleo.

Instabilidade na Venezuela separa petroleiras fortes das frágeis

Para Marcus Vinicius de Freitas, professor visitante da China Foreign Affairs University, empresas maiores, com presença global e operação integrada, costumam lidar melhor com períodos de instabilidade. Esse grupo inclui grandes petroleiras e tradings internacionais, que conseguem ganhar espaço com ajustes logísticos ou com a compra de petróleo pesado a preços mais baixos.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Já companhias diretamente ligadas à Venezuela, como a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e empresas chinesas ou russas, ficam mais expostas a mudanças rápidas no ambiente político e a possíveis reações do governo dos EUA.

“A ação de Trump também revalida o enorme poder das empresas petrolíferas dos Estados Unidos, que podem contar com o pleno apoio militar do país em suas operações globais, o que serve como um elemento importante de dissuasão em negociações ou possibilidades de expropriação”, diz Freitas.

Parte do mercado prefere aproveitar esse momento sem se envolver diretamente com o país. Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, explica que empresas atuantes em regiões concorrentes, como no pré-sal brasileiro ou no shale dos Estados Unidos, podem sair favorecidas se a instabilidade pressionar o preço do barril.

  • Leia mais: Prisão de Maduro deve derrubar o petróleo e mudar o jogo do setor

Entre os nomes mais lembrados está a Chevron (CHVX34), única petroleira americana com operações na Venezuela sob licença especial, o que abre espaço para uma expansão futura. Tradings como Vitol (VTOL) e Trafigura também entram nesse grupo ao buscar permissões para negociar petróleo venezuelano e explorar diferenças de preço em períodos de maior incerteza.

Ao mesmo tempo, Piellusch chama atenção para os riscos. Empresas muito dependentes de regiões politicamente sensíveis, sem proteção diplomática clara ou contratos bem estruturados, tendem a sofrer mais.

“Petroleiras com capacidade financeira, experiência internacional e flexibilidade estratégica tendem a se sair melhor, enquanto aquelas com limites de capital e maior exposição a riscos específicos podem enfrentar perdas de atratividade”, alerta o professor.

Chevron leva vantagem em cima de cautela de concorrentes

Na visão de Nicolas Lippolis, pesquisador da Universidade Columbia e diretor do Centro de Energia, Finanças e Desenvolvimento (CEFD), a Chevron parte em vantagem por já conhecer o ambiente local e manter operações ativas. Ele lembra ainda que refinarias da Costa do Golfo do México – agora, Golfo da América, nos Estados Unidos – ganham espaço por estarem preparadas para processar petróleo pesado, como o venezuelano, o canadense e o mexicano.

  • “Venezuela é inviável”: ExxonMobil alerta Trump e fecha a porta para bilhões no petróleo

Já gigantes como a ExxonMobil (EXXO34), ele avalia, seguem mais cautelosas, enquanto produtoras americanas de menor porte demonstram interesse em investir. Para a China, o risco maior não está tanto nas operações petrolíferas, hoje mais limitadas, mas na chance de não receber a dívida venezuelana, estimada em cerca de US$ 20 bilhões.

Vale a pena investir nessas empresas?

Caminhão em operação de minério; reservas da Venezuela vão além do petróleo.
A Venezuela possui grandes reservas minerais, o que pode abrir espaço para empresas de mineração no país. (Imagem: Adobe Stock)

A ampliação de posição em petroleiras como resposta direta ao caso venezuelano aparece mais como aposta especulativa e de curto prazo, segundo Freitas. Ele aponta que o risco político ligado ao país tende a pesar mais que o ganho potencial.

Já a exposição ao setor de petróleo pode fazer sentido em carteiras diversificadas, desde que focada em empresas eficientes, com baixo custo, forte geração de caixa e boa governança, mesmo diante da perda gradual de espaço do petróleo no médio e no longo prazos com o avanço das tecnologias verdes e dos veículos elétricos.

  • Relembre: Exxon, Chevron e ConocoPhillips ganham US$ 31 bilhões em valor de mercado após ação dos EUA na Venezuela

“Para o investidor brasileiro, o racional deve estar ancorado nos fundamentos globais do petróleo e na qualidade das empresas escolhidas, não na volatilidade venezuelana. O petróleo continua sendo um ativo estratégico. A Venezuela, por enquanto, permanece mais como fonte de risco do que como motor confiável de valor de longo prazo”, afirma.

Setores que entram no radar com uma possível reconstrução da Venezuela

Se a discussão avançar para uma fase de recuperação econômica da Venezuela, o leque de empresas interessadas tende a se ampliar, embora especialistas recomendem cautela. Lippolis avalia que ainda é cedo para falar em reconstrução nos moldes clássicos, já que o país não passou por um conflito armado e, sim, por um colapso econômico prolongado. As sinalizações de Trump apontam, por enquanto, para um foco na retomada da infraestrutura petrolífera.

Petroleiras, serviços de energia e mineração

Nesse desenho, petroleiras e prestadoras de serviços ligadas ao setor de energia aparecem como as primeiras da fila. O pesquisador lembra ainda que a Venezuela possui grandes reservas minerais, o que pode abrir espaço para empresas de mineração caso investimentos estrangeiros ganhem tração.

Serviços de óleo e gás e infraestrutura básica

Para Freitas, em um primeiro momento, os maiores beneficiados seriam os serviços de óleo e gás, como perfuração, completação de poços e manutenção de instalações, áreas dominadas por grupos internacionais com capital e tecnologia.

Em seguida, setores ligados à infraestrutura pesada ganhariam espaço, como energia elétrica, estradas, portos, logística e telecomunicações, além de alimentos e bens básicos, que costumam liderar qualquer retomada econômica.

  • Prio, de tese de crescimento a vaca leiteira com 20% de dividendos em 2026? Veja projeções

Freitas afirma que, sem regras claras e previsibilidade institucional, esse movimento tende a gerar oportunidades pontuais e ciclos especulativos, em vez de uma valorização contínua no curto prazo.

Diluentes e rearranjo internacional

O professor também chama atenção para mudanças no equilíbrio internacional. Empresas que fornecem diluentes para o petróleo pesado venezuelano podem recuperar um mercado perdido nos últimos anos.

Publicidade

Ao mesmo tempo, grupos chineses e russos tendem a perder espaço, já que acordos firmados durante o governo Maduro garantiam acesso a petróleo mais barato e fornecimento de insumos como a nafta, produto exportado pela Rússia para viabilizar a produção local.

Energia, logística e tecnologia

Na avaliação de Piellusch, uma eventual retomada mais organizada do setor de energia abriria espaço para fornecedores de equipamentos, manutenção de refinarias e reconstrução de infraestrutura. Ele inclui nessa lista empresas de logística, transporte marítimo, armazenagem e construção, além de companhias de tecnologia e engenharia especializadas no processamento de petróleo pesado.

Segundo o professor, empresas acostumadas a contratos de longo prazo e à recuperação de ativos maduros tendem a encontrar mais oportunidades. Já setores consumidores de petróleo, como companhias aéreas e indústrias intensivas em energia, até podem sentir algum alívio nos custos, embora esse efeito dependa de muitos fatores e fique em segundo plano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Commodities
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dolar
  • Donald Trump
  • EUA
  • Investimento
  • Petróleo
Cotações
11/02/2026 9h49 (delay 15min)
Câmbio
11/02/2026 9h49 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 2

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 3

    "Investidor institucional segura interesse em cripto", diz head global da Coinbase

  • 4

    Resultados de Suzano e Klabin no 4T25 devem decepcionar no curto prazo, mas analistas veem forte valorização

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com o chuveiro elétrico
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como fazer a declaração?
Imagem principal sobre o Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Logo E-Investidor
Tele Sena de Ano Novo 2026: os sorteios já acabaram?
Imagem principal sobre o INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Logo E-Investidor
INSS 2026: quem pode efetuar o saque do benefício?
Imagem principal sobre o FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Logo E-Investidor
FGTS: quais dados são solicitados no cadastro para receber valores?
Últimas: Investimentos
Resultado da Motiva no 4T25 agrada analistas, mas ação cai na Bolsa; o que está acontecendo?
Investimentos
Resultado da Motiva no 4T25 agrada analistas, mas ação cai na Bolsa; o que está acontecendo?

Números confirmam novo ciclo da ex-CCR, com avanço de margens, foco em rodovias e leitura positiva de XP e BTG

10/02/2026 | 14h05 | Por Isabela Ortiz
IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos
Investimentos
IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

Inflação mais comportada reforça apostas em corte de 0,50 ponto pelo Banco Central e redefine estratégias de investimento em renda fixa, ações e câmbio

10/02/2026 | 09h38 | Por Isabela Ortiz
O perigo invisível dos fundos de ações considerados “seguros”
Investimentos
O perigo invisível dos fundos de ações considerados “seguros”

A alta das big techs concentrou o mercado e reduziu a diversificação real dos fundos de índice, elevando os riscos para investidores

10/02/2026 | 08h54 | Por Jeff Sommer, da Fortune
Logo do E-Investidor com background verde
Investimentos
Gestor da Oi (OIBR3) rebate credores sobre venda de ativo por valor irrisório

Os credores, representados pela UMB Bank, enviaram nesta segunda-feira uma petição à Justiça, contestando o curto prazo para a venda

10/02/2026 | 08h00 | Por Circe Bonatelli

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador