Para os analistas, a inadimplência deve continuar subindo, mas há sinais de estabilização, apesar dos altos níveis de endividamento das famílias e de comprometimento da renda. “Acreditamos que a resiliência da qualidade dos ativos deve ser sustentada por um mercado de trabalho favorável e por novas modalidades de crédito, como o crédito consignado privado”, ressaltam.
O Goldman Sachs estima que o mercado de consignado privado pode alcançar R$ 261 bilhões, de cerca de R$ 71 bilhões em novembro do ano passado. Por outro lado, a inadimplência no crédito rural é descrita como um ponto de atenção, principalmente para o Banco do Brasil. “O setor segue pressionado por um elevado número de pedidos de recuperação judicial, alto endividamento e preços mais baixos das commodities agrícolas”, analisa.
Também na agenda para 2026, o Goldman Sachs cita os reembolsos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para os cerca de 1,6 milhão de investidores do Banco Master, que teve liquidação decretada pelo Banco Central. A estimativa é de que o volume de depósitos chegue a R$ 41 bilhões, o que representa apenas 5% do capital dos grandes bancos, o que torna o processo “administrável” para o setor, na visão do Goldman Sachs.
Entre os destaques, o Goldman Sachs vê o Itaú bem posicionado para atravessar diferentes ciclos, particularmente por conta da posição dominante entre segmentos resilientes, como alta renda e private bank. Sobre o Inter, os analistas projetam um crescimento de 27% na carteira e crédito, ajudado por descontos e recebíveis, cartões de crédito e consignado privado.
O banco de investimentos americano elevou o preço-alvo para a ação do BTG em 12 meses, de R$ 58 para R$ 63, um potencial de valorização de 18% frente o fechamento da véspera. O Goldman Sachs também aumentou o preço-alvo do Nubank, de US$ 21 para US$ 22, o que representaria um prêmio de 33% ante o nível de ontem.
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